Coluna Clio

Extensão do Jornal Delfos-CE: http://jornaldelfos.blogspot.com.br/
Clio é a musa da História na Mitologia grega.

Temer na Cadeia Aécio na Cadeia

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Copiem e colem em seus perfis

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A HISTÓRIA POR MEIO DA ARTE

http://colunaclio.blogspot.com.br/2012/02/historia-por-meio-da-arte.html

A HISTÓRIA POR MEIO DA ARTE

Projeto de Monografia inicialmente avaliado pela professora Maria Sônia Machado na Universidade Estadual Vale do Acaraú-UVA para conclusão do curso de Licenciatura Plena em História em Pacoti-CE, 2009 na disciplina de Projeto Pedagógico

José Aroldo Gonzaga Arruda Filho
(Historiador)

RESUMO:

Por meio deste trabalho visamos à interdisciplinaridade entre História, Educação Física, Educação Artística e Literatura, propondo um novo olhar sobre a Arte e como trabalhar alguns elementos artísticos em sala de aula para a melhor apreensão da História. Ao mesmo tempo, pretendemos trabalhar com os estudantes na criação de textos que geralmente não são elaborados na escola, mas que deveriam ser, como, por exemplo: crônicas, poesias e ensaios. Para tanto, valemo-nos de textos próprios, alguns publicados em jornal escolar e internet tendo por base os documentários: "Os bárbaros", de Terry Jones, "Como a Arte moldou o Mundo", de Dr.Nigels Spveld e Cosmo, de Calr Sagan, as revistas, "Aventuras na História", artigo de Pedro Bandeira sobre o desenho animado "Asterix" , e Praticando Capoeira com artigo de Mestre Acordeon sobre o anacronismo na capoeira, texto de Marilena Chauí sobre o universo das artes e de Sebastião Rogério Ponte sobre a "A Belle Époque em Fortaleza", além de casos reais transformados em crônica para incentivar o estudo sobre a história-local. Acrescentaremos também textos do professor da rede pública de São Paulo formado em História pela USP, Túlio Vilela, sobre como utilizar a série “Asterix, o gaulês” em sala de aula: "O mundo segundo Asterix e Obelix e Alguns dos povos apresentados nas histórias Asterix."

Acrescentamos uma poesia própria no final e uma de Aldeni Marinho para que os jovens possam interpretar e criar suas próprias poesias em estilos novos.

SUMÁRIO:

Introdução:-----------------------------------------------------------------------------pág
Capítulo 1:-Ensaios sobre documentário,quadrinhos e história local---pág.
1.1: Documentários-------------------------------------------------------------------pág.
1.2: Quadrinhos------------------------------------------------------------------------pág.
1.3: história-local----------------------------------------------------------------------pág.
1.4: Ensaio: a arte no banco dos réus------------------------------------------pág
Capítulo 2: Crônicas, poesias e música de protesto:
uma nova visão sobre a arte------------------------------------------------------pág.
2.1: crônicas----------------------------------------------------------------------------pág
2.2: música-----------------------------------------------------------------------------pág
2.3: poesia------------------------------------------------------------------------------pág
Capítulo 3:xadrez e capoeira------------------------------------------------------pág.
3.1: xadrez-----------------------------------------------------------------------------pág
3.2: capoeira--------------------------------------------------------------------------pág
Bibliografia-----------------------------------------------------------------------------pág
Considerações finais:---------------------------------------------------------------pág

INTRODUÇÃO:

Neste trabalho abordaremos uma forma crítica de análise sobre elementos artísticos, tais como: quadrinhos, cinema, desenho animado, teatro, textos literários, sendo estes, crônicas e poesias, e textos técnicos, no caso, ensaios.

O objetivo desejado será a criação de semanas temáticas de interdisciplinaridade, levando os estudantes a criarem seus próprios textos literários e técnicos, incentivando-os a se tornarem escritores no futuro, trabalhando a História de modo diferente, mostrando que as obras artísticas sempre escondem as reais intenções de quem as criam e que carregam em si muito mais informação do que a maioria dos espectadores consegue captar.

O procedimento que utilizaremos neste trabalho basear-se-á na análise dos textos abordados e na proposição de como utilizá-los em sala de aula de forma interdisciplinar.

Os autores que tomaremos por base são: Marilena Chauí, Dr. Nigels Speveld que nos possibilitaram uma nova visão sobre a arte, Terry Jones, Carl Sagan, Sebastião Rogério Ponte, Mestre Acordeon, Pedro Bandeira, que nos mostraram novas visões sobre a História e Túlio Vilela, que nos mostra a importância dos quadrinhos no ensino médio. 

Para complemento, mostraremos quatro letras de cantores e bandas brasileiros, da chamada arte de protesto: "Retrato De Um Playboy Parte 2", Gabriel o Pensador, "Toda Forma de Poder", Engenheiros do Hawaii, "Vítimas da sociedade", Bezerra da Silva e "A Canção Do Senhor Da Guerra", Legião Urbana.

Na parte sobre teatro nos serve de referencial teórico a monografia da professora formada em Estudos Sociais e pós-graduada em Administração Escolar pela UVA de Sobral-Ceará, Maria Rosimar Brito Arruda, Teatro na Escola de Ensino Fundamental e Médio Menezes Pimentel, em Pacoti-CE.

E na parte de literatura, será exibido o texto Diálogos da História com a Literatura, resumo de palestra de José de Arimatéa Vitoriano de Oliveira, mestrando em História pela UECE.

Capítulo 1: ENSAIOS SOBRE DOCUMENTÁRIOS, QUADRINHOS E HISTÓRIA LOCAL:
IDADE MÉDIA EUROPÉIA, CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA E LOCAL: COM AUXÍLIO DA TV, INTERNET, JORNAIS E ENTREVISTAS.

DIÁLOGOS DA HISTÓRIA COM A LITERATURA.

Sem desconsiderar que tanto a história como a literatura possuem métodos e exigências diferenciados e que mesmo suas metas podem ser distintas, podemos e devemos entrever, a partir dos pressupostos teórico-metodológicos evidenciados com a Nova História Cultural, que estas duas narrativas se empenham num esforço de capturar aspectos da vivência humana, de re-apresentar o real e, embora suas estratégias de argumentação sejam diferentes, ambos, história e literatura, têm por objetivo a reconfiguração de um passado, “real” ou “imaginário”, onde critérios como o da credibilidade e o da verossimilhança são observados.

Conforme nos alerta Sandra Pesavento, o historiador, na sua busca de construção de um 
conhecimento sobre o mundo, objetivando resgatar as sensibilidades de uma outra época, a maneira como os seres humanos representavam a si próprios e à realidade, como não recorrer ao texto literário, que lhe poderá dar indícios dos sentimentos, das emoções, das maneiras de falar, dos códigos de conduta partilhados, da gestualidade e das ações sociais de um outro tempo? E a literatura, por sua vez, não estaria dissociada da narrativa histórica. Sendo assim, buscamos refletir acerca da historicidade dos textos literários e da ficcionalidade da história, entrevendo diálogos possíveis de serem travados.

(MINISTRANTE: José de Arimatéa Vitoriano de Oliveira. Mestrando em História – UECE. e-mail: ari_vitoriano@hotmail.com telefones: 8838-0673 / 3478-3911.)

Neste capítulo mostraremos alguns ensaios para que os estudantes possam produzir seus próprios artigos científicos, de preferência, sobre Arte ou História, uma vez que a idéia aqui é trabalhar A História por meio da Arte.

No caso específico, a interdisciplinaridade aqui acontecerá entre as disciplinas de Português, Literatura e História. Utilizando-se documentários sobre História em sala de aula, através de entrevistas ou estudo de acontecimentos políticos por meio de jornais impressos, televisivos ou na internet.

Os estudantes, depois de lerem vários ensaios, passariam a produzir seus próprios. O professor de História analisaria a coerência histórica, enquanto o de Português corrigiria a gramática e o de literatura se ateria aos elementos de coesão e coerência textuais.

Para um melhor trabalho é indicado que se passe as séries: "Cosmo, Como a arte moldou o mundo", e "Os bárbaros", depois de distribuir os ensaios: Xabur, Panoramix, Otaviano Augusto César e Alarico. Especificamente na História, depois da leitura dos ensaios , "O mundo segundo Asterix e Obelix e Alguns dos povos apresentados nas histórias Asterix", podem ser criados debates sobre quem eram os persas, gregos, saxânidas, macedônios, gauleses, elfécios, germanos, dácios, godos, e se perguntar se os romanos são aquilo tudo que a História Oficial traz e por que as versões históricas estão mudando.

Um dos temas dos ensaios produzidos pelos estudantes pode ser por que a arte é tão importante para a humanidade. Pergunte para a sala o que eles entendem por arte e se poderiam imaginar um mundo sem ela.

Se possível, seria muito proveitoso se o professor de Arte ensinasse técnicas de como produzir um documentário, para ser elaborado em equipes. Os professores das quatro disciplinas poderiam dar idéias de como realizar entrevistas, escolhendo alguma personalidade local, uma pessoa idosa ou que soubesse a história da cidade ou mesmo um artista local para dar um depoimento sobre o seu trabalho no dia a dia.

Podem ser passados em sala os filmes da série Asterix, que é desenho animado e também quadrinho. Quando analisada a obra de Goscinny e Uderzo com a criticidade necessária se obtém dela muita informação geográfica, histórica e artística e até mesmo sobre os deuses e idiomas de diversos povos.

Só em olharmos para o personagem Asterix, podemos perceber nele certa semelhança com dois outros personagens, um real em quem ele foi espelhado, Napoleão Bonaparte, por isso a estatura minúscula do gaulês e outro fictício, trata-se do deus nórdico do trovão,Thor, por isso as asas no capacete em referência.

Panoramix é outro destaque, mostra as vestimentas dos antigos sacerdotes chamados druidas e alguns rituais religiosos. Os druidas eram responsáveis pela educação de seu povo. Chatotorix é a caricatura dos bardos que além de cantar e criar versos, dividiam com os druidas o direito e dever de transmitir educação aos de sua tribo.
Outras profissões ainda aparecem nas revistas em quadrinhos, no desenho e nos filmes da série Asterix, o gaulês, como ferreiro e peixeiro. Outros aspectos também são mostrados, como o fato de os gauleses beberem muito vinho, comerem javali, velejarem mar a dentro e adorarem uma boa briga.

Questione com os estudantes se esse povo era assim ou se a verdade foi simplesmente exagerada e onde aconteceram esses exageros. Até onde podemos confiar na obra de arte como fonte histórica? Mostre a importância de pesquisar em várias fontes e de analisar bem antes de formar opinião sobre certo assunto, uma vez que os criadores dos textos, filmes, desenhos e documentários não são imparciais.

É importante alertar que cada autor traz a sua versão e enxerga onde o outro não vê, com maior ou menor criticidade e com foco teórico divergente. Assim, nenhum tem sozinho razão total, contudo, a verdade estará possivelmente na direção em que os especialistas mais renomados apontam em conjunto.

Arquivo Municipal de Pacoti e Intercâmbio cultural serão abordados nas aulas de história municipal. Visitas ao Arquivo Municipal de Pacoti e entrevistas com os sócios da SEMPRE e participantes do Grupo Coruja, na Gincana Cultural Coruja Solidária, são exemplos para itinerário de aula de campo na cidade de Pacoti, assim como visita à Câmara Municipal em dia de conferência são modos de conhecer um pouco mais da história política.

Política e história local são dois quesitos que não são muito comuns na escola, mas que devem ser trabalhados intensamente a fim de obter uma juventude com maior consciência de sua cidadania.

Os estudantes produzindo seus próprios quadrinhos sobre o município seria uma atividade bastante interessante, para tanto é necessário algumas noções básicas, de preferência de algum pintor local, sobre perspectiva, balões e técnicas de desenho geométrico e cores, ou que os próprios professores pesquisando e aprendendo essas técnicas repassassem para os educandos.

Bem interessante era haver um projeto estadual de formação pedagógica para que artistas locais pudessem atuar profissionalmente como professor co-adjunto da disciplina de Arte e Educação Física, no caso das artes marciais e de enxadristas, com um salário e horário fixos. Assim, os estudantes aprenderiam a pintar, compor poesias, crônicas, contos e música e a jogar capoeira e xadrez, além de produzir artesanato, conhecimento que lhes serviriam para a vida além da escola e não apenas uma teoria vazia de significado e utilidade.

A escola precisa de uma reforma geral que deixe o ensino-aprendizagem mais emocionante e prático para a vida, em vez de ser sempre repetitivo, enfadonho e levar à evasão escolar.

No município de Pacoti existe um projeto de uma casa de artes hoje chamada Colméia que trabalha com capoeira, música, pintura e artesanato mas que ainda não está perpetuada por lei. O ideal é, além de perpetuar esse projeto, trazê-lo para a sala de aula, aprimorando-o piamente para uma educação de alta qualidade no combate à evasão escolar.

O ensaio Obras de arte requererá a leitura do texto Universo das artes no livro Convite à Filosofia de Marilena Chauí e que a série Como a arte moldou o mundo, apresentada pelo Dr. Nilgel Spivey seja assistida na íntegra. O que levará vários dias. Após isso, poderá ser cobrado pesquisas na internet sobre outros conceitos de arte.
Em seguida os estudantes criarão ensaios defendendo cada um o seu próprio conceito sobre o que é arte. Em aulas seguintes poderá ser debatido como a arte é usada para manipular as massas ainda hoje, lembre-se de comparar com o “panen et circus” romano.

Outro debate poderá abordar a arte como instrumento de verdade e libertação do homem, um aparato filosófico a mais para que a humanidade progrida sempre. Qual a importância dos movimentos artísticos nas revoluções? A arte em si é uma coisa boa ou ruim?

Uma sugestão de atividade é dividir a sala em dois grupos, um levanta todo o lado maquiavélico e acusa a arte de todos os jeitos por meio de argumentos encontrados na série como a arte moldou o mundo, no texto universo das artes e em outros referenciais teóricos encontrados em enciclopédias, livros de literatura e na internet.

O segundo grupo faz exatamente o mesmo no sentido de levantar argumentos para provar que a arte é uma coisa totalmente vital ao homem, apelando ou não para o seu lado natural, isso dependerá da visão de cada um.

1.1 QUADRINHOS:

Muitos dos desenhos animados surgiram durante as grandes Guerras Mundiais, dentre eles "Asterix", "Capitão América" e "Zé Carioca", cada um com um objetivo diferente de acordo com o local de nascimento, segundo o programa "Observatório da imprensa" da "TVE" em 2/09/2009.

A razão de existir do capitão América é não outra que incentivar o alistamento militar, tanto que numa das primeiras revistinhas o herói estadunidense aparece dando um soco no rosto de Adolf Hitler, este é transformado em personagem que carrega no braço a cruz gamática e um de seus subordinados mais elevados, noutra historinha é transformado num robô nazista maléfico. Ambos são presos pelo Capitão América.

;"Zé Carioca" existe simplesmente para que os laços do Brasil se estreitassem com os EUA, embora que o pato Donald obtenha hoje de longe maior sucesso.

No livro “Crítica ao pato Donald” é levantada a hipótese de Wall Disney ser amante do nazismo, razão pela qual "Donald" trabalha na Alemanha em um episódio que supostamente fora proibido de reprise na época, contudo, no tal episódio depois de enlouquecer na fábrica, o pato acorda e vê que tudo não passa de um pesadelo.

É uma questão que pode ser abordada tanto como uma crítica ao nazismo como também podemos interpretar um desejo oculto do criador da "Disney", uma das maiores empresas de desenhos no mundo, de ajudar os alemães, uma vez que nos próprios Estados Unidos, assim como no Brasil e em outros países, o mesmo preconceito sobre a dita “raça” continua arraigada nos diferentes mantos do etnocentrismo.

Mafalda é um tipo de quadrinho crítico assim como Asterix, este faz gozações contra a guerra e contra os diferente povos, aquela faz menção mais intelectualizada sobre política. São antes de tudo livres da visão de governo.

Enquanto Perón planejava com Hitler invadir o Brasil, e a França se alia à Inglaterra e EUA, os criadores de Asterix, o gaulês e Mafalda não fazem propaganda do governo, assim como as empresas Disney e Marvel que hoje se fundem numa só. Uma boa leitura complementar seria o livro Super-homem e seus amigos, e existem outros livros de crítica aos desenhos como o de Psicologia, "Pica-pau, herói ou vilão?"

Uma pesquisa muito interessante, questão também levantada no programa observatório da imprensa, é sobre o fato de desenhistas brasileiros trabalhando nas empresas multinacionais trocarem de sobrenome para não sofrerem preconceito no seu próprio país e nos Estados Unidos, onde são muito preconceituosos contra nós brasileiros.

A maioria da população que consome esses quadrinhos sequer sonha que são brasileiros que desenvolvem o layout e trama que tanto os diverte por trás de um nome americanizado a fim de manter o emprego, e quem sabe até, falando só inglês pra ninguém desconfiar.

Mundo Antigo:
Alguns dos povos apresentados nas histórias Asterix

Romanos: Em Asterix, apesar de todas as piadas e absurdos, é possível perceber que alguma pesquisa foi realizada no que se refere ao modo como Roma foi retratada, especialmente nos cenários desenhados por Uderzo. É curioso notar que em Asterix os romanos raramente são retratados como maus ou sinistros, apesar de todos os planos e tentativas de conquistar a aldeia dos gauleses. Isso porque em Asterix, os gauleses não odeiam os romanos, querem apenas preservar sua cultura e estilo de vida. Um exemplo disso é que apesar de possuírem a poção mágica que concede uma força descomunal a quem bebe,e cuja fórmula é conhecida apenas pelo druida Panoramix, os gauleses da aldeia a usam somente para fins de defesa e jamais para conquista. Trata-se de uma crítica a toda forma de expansionismo militar. Outra razão para os romanos, apesar de adversários dos gauleses, serem na sua maioria personagens simpáticos é que Goscinny e Uderzo jamais poderiam negar ou desprezar a herança cultural deixada por Roma. Na vida real, a Gália tornou-se uma das mais romanizadas províncias do Império Romano. Os gauleses acabaram assimilando os hábitos e a cultura romana. Exemplo disso está no próprio idioma, pois a atual língua francesa surgiu do latim, a língua falada pelos antigos romanos, e que também deu origem ao italiano, ao português, ao espanhol e ao romeno (falado na Romênia). Daí as semelhanças entre essas línguas e o fato de serem 

consideradas línguas latinas.
Gauleses: Os gauleses viviam na Gália, território que corresponde mais ou menos aos territórios das atuais França e Bélgica. Assim como nos quadrinhos, os gauleses da vida real tinham carne de javali no cardápio. Também tinham druidas, mas esses eram bem diferentes do simpático Panoramix: realizavam sacrifícios humanos em alguns de seus rituais e, é claro, não tinham a fórmula de nenhuma poção mágica.

Bretões: Gauleses e bretões eram povos aparentados. Ambos tinham origem celta. Os celtas eram povos que habitaram o norte e o centro da Europa. Em Asterix entre os bretões, há várias piadas que fazem referência à Inglaterra dos dias de hoje: o fato de as carroças dos bretões andarem na outra mão (da mesma forma como os automóveis trafegam na Inglaterra de hoje), a carroça de dois andares (uma alusão ao famoso ônibus de dois andares que andam nas ruas de Londres), o hábito dos bretões de tomarem a ‘quente água” (uma brincadeira com o hábito inglês do chá das cinco), o fato de os bretões falarem os adjetivos antes dos substantivos (Exemplo: “As romanas patrulhas”) e um certo jogo que lembra dois esportes de origem inglesa, o futebol e o rúgbi (não confundir com o futebol americano). Até o nome do chefe bretão, Godseivzekingos, é uma brincadeira com God Save the King (“Deus salve o rei”), o hino nacional britânico, que também é conhecido como God Save the Queen( “Deus salve a rainha”). Por fim, como a história foi publicada na década de 1960, os quatro bardos que aparecem cantando para delírio das fãs são os próprios Beatles caricaturados.

Belgas: Os belgas também eram gauleses. César em seu relato sobre a conquista a Gália, chegou a afirmar que os belgas estavam entre os mais valentes guerreiros de toda a Gália.

Na França, os belgas são alvo de piadas semelhantes às piadas de português contadas no Brasil. A aventura Asterix entre os belgas também brinca com isso. Nessa mesma aventura, aparecem dois guerreiros belgas com a cara dos detetives Dupond e Dupont, personagens da mais conhecida série de histórias em quadrinhos da Bélgica: As aventuras de Tintim.

Vale lembrar que a Bélgica atual é um país com dois idiomas oficiais, o francês e o flamengo (idioma que também é falado na Holanda).

Godos: O único povo mostrado de maneira realmente sinistra em Asterix são os godos, povo de origem germânica. Nem mesmo os romanos foram retratados de forma tão negativa.Isso porque os godos representavam os alemães e a memória da ocupação da França pela Alemanha nazista ainda era muito recente quando as aventuras de Asterix foram criadas. em Asterix e os godos, os guerreiros godos usam capacetes semelhantes aos usados pelos alemães na Primeira Guerra Mundial. Nessa mesma história, Asterix e Obelix enfrentam um godo que quer conquistar tudo e todos, trata-se de uma referência a Adolf Hitler, ditador nazista que governou a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

Helvéticos: A região da Helvécia corresponde ao que hoje é a Suíça. daí, na aventura Asrerix entre os helvéticos, aparecerem os banqueiros helvéticos, uma brincadeira em cima dos famosos bancos suíços (os mesmos onde certos políticos brasileiros depositaram dinheiro obtido ilegalmente).

Normandos: Os normandos, nome que significa “homens do Norte”, ou nórdicos eram os antigos habitantes da Escandinávia (região gelada da Europa da qual fazem parte a Noruega, a Dinamarca. a Suécia e a Islândia). Trata-se do mesmo povo que, na Idade Média, ficou conhecido como vikings.Há uma região da França atual que recebeu o nome de Normandia porque no passado foi colonizada pelos normandos. Os normandos aparecem com destaque em duas aventuras de Asterix: "Asterix e os Normandos" e "A Grande Travessia". Na primeira, os corajosos normandos organizam uma expedição para tentar descobrir o que é o medo, algo que jamais sentiram e tinham grande curiosidade em saber como era (o final é surpreendente), na segunda, normandos e gauleses chegam na América séculos antes de Colombo. Detalhe: em "A Grande Travessia" , o cão dos normandos é da raça dinamarquês e late com sotaque (!).

Hispânicos: Na aventura "Asterix na Hispânia", Asterix e Obelix visitam a Hispânia ,nome que era dado a Península Ibérica (onde hoje ficam Portugal e Espanha). Nessa história, os hispânicos lembram os espanhóis de hoje,falam “Olé” e gostam de touradas. Só mesmo nos quadrinhos, porque certamente, os hispânicos deviam ser bem diferentes dos espanhóis atuais. Uma das razões é porque boa parte da cultura espanhola de hoje é produto de influências que vieram depois do domínio romano, como por exemplo, a influência árabe.

Índios norte-americanos: Uderzo e Goscinny não fizeram piadas em cima apenas dos países da Europa, sobrou também para os Estados Unidos. Em "A Grande Travessia", Asterix e Obelix chegam à América do Norte e encontram uma tribo de índios. Num momento, um dos índios apanha de Obelix e fica enxergando estrelas, no caso, as estrelas da bandeira dos Estados Unidos. Outro índio apanha de Asterix, mas as estrelas que esse enxerga são da insígnia da força aérea norte-americana. Imaginem só se tivessem chegado na América do Sul, mais especificamente onde hoje é o Brasil.

Quadrinhos e Antigüidade: O mundo antigo segundo Asterix e Obelix

A aldeia de Asterix, sempre apresentada na abertura das histórias do personagem

"Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda ? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor." Essa é a introdução que aparece antes de cada aventura de Asterix, o gaulês, famoso herói das histórias em quadrinhosfrancesas.(sic) Nas aventuras de Asterix, os legionários romanos quase sempre aparecem apanhando dos gauleses, especialmente de Obelix, o melhor amigo de Asterix.

Mas será que os antigos romanos eram parecidos com os mostrados nessas histórias? E os outros povos da Antigüidade que também aparecem nessas histórias (gauleses, bretões, gregos,egípcios....)? Será que alguma tribo de gauleses conseguiu mesmo resistir aos romanos? Para responder essas e outras perguntas, precisamos separar o que é real do que é imaginário. Isso porque, como veremos com mais detalhes, nas histórias de Asterix, enquanto alguns elementos têm base em fatos históricos, outros são pura fantasia.

Metáfora da ocupação nazista na França

As histórias de Asterix foram criadas com o propósito de divertir e não com a pretensão de "ensinar História". Por isso, elas se valem do mesmo recurso usado para fazer humor nos desenhos animados dos Flintstones (sic) , a famosa família da Idade da Pedra: retratar o passado com as características do modo de vida dos dias de hoje. Na verdade, as histórias de Asterix refletem muito mais a época em que foram criadas do que propriamente a época em que elas se passam.

Asterix foi criado pela dupla de franceses René Goscinny (escritor, já falecido) e Albert Uderzo (desenhista, que continuou a criar as histórias após a morte de Goscinny em 1977). O personagem apareceu pela primeira vez na revista francesa Pilote em 1959. Segundo vários críticos, o fato dessas histórias tratarem de um povo (os gauleses) resistindo à dominação de outro (os romanos) pode ter sido inspirado na resistência francesa à ocupação nazistadurante (sic) a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ou uma crítica à hegemonia dos Estados Unidos após a Segunda Guerra.

Seja como for, ao ler Asterix podemos aprender mais a respeito do mundo contemporâneo do que a respeito do mundo antigo. Neste artigo, responderemos algumas perguntas e falaremos um pouco de como diferentes povos foram mostrados nessa famosa série de quadrinhos.

Em qual período da história de Roma se passam as histórias de Asterix?

As aventuras de Asterix se passam no período da República (509 a 27 a.C.). Trata-se do período em que Roma foi governada pelo Senado. Os outros períodos da história de Roma são o da Monarquia (753 a 509 a.C.), quando a cidade foi governada por reis, e o do Império (27 a.C. a 476 d.C.), em que o Senado perdeu parte da força que tinha antes e o poder passou a se concentrar nas mãos dos imperadores. Portanto, Júlio César, o general romano que liderou a conquista da Gália, e que é figura recorrente nas aventuras de Asterix, jamais foi imperador como muita gente costuma imaginar.

O título de "imperador" (que significa "supremo") só surgiu depois da morte desse general e foi utilizado pela primeira vez por Otávio, sobrinho e filho adotivo de César, que passou a se chamar Augusto (nome que significa "divino"). Apesar de jamais ter recebido o título de imperador, Júlio César foi o principal responsável por várias conquistas militares que tornaram possível o Império Romano. Por isso, em sua homenagem, todos os imperadores romanos eram também chamados de Césares.

Júlio César, no traço de Uderzo

O verdadeiro Júlio César era mesmo parecido com o Júlio César mostrado nos quadrinhos?

O Júlio César mostrado nos quadrinhos de Asterix guarda semelhanças físicas com as estátuas e bustos feitos em homenagem ao verdadeiro César. No entanto, vale destacar uma curiosidade: essas estátuas e bustos geralmente mostram Júlio César com todos os cabelos, mas quando foram feitas, o modelo já era calvo. Trata-se de um fato comum na História: os poderosos são retratados da forma como eles gostariam de ser lembrados e não como realmente eram. No que se refere à personalidade, o César dos quadrinhos também lembra o que existiu em alguns aspectos, tais como espírito de liderança e habilidade política.

E Cleópatra, a rainha do Egito? Há semelhanças entre a verdadeira e a mostrada em Asterix?

A Cleópatra mostrada nos quadrinhos (e também no filme Asterix e Cleópatra) é inspirada na imagem popular difundida nos filmes de Hollywood, a de uma rainha sedutora e de beleza exótica que encantava inúmeros homens. Ao que tudo indica, a verdadeira Cleópatra era bem diferente: descendente dos reis ptolomaicos, dinastia fundada por um dos generais de Alexandre, o Grande, ela tinha muito mais em comum com os gregos do que com os egípcios (Alexandre, que veio da Macedônia, difundiu a cultura grega no Ocidente).

Segundo Plutarco, filósofo e historiador grego que viveu na Antigüidade, Cleópatra não tinha uma beleza extraordinária, mas era muito atraente, com uma voz capaz de encantar os homens em qualquer língua. Tal como mostrado no álbum O filho de Asterix, ela teve realmente um filho com Júlio César. No entanto, na vida real, César recusou-se a tornar esse filho seu herdeiro, honra que coube a Otávio. O filho de César e Cleópatra, que se tornou o faraó Ptolomeu 15, também conhecido como Cesarion ("Pequeno César"), teve um final trágico: morreu assassinado aos dezessete anos por ordem de Otávio.

Além de Júlio César e Cleópatra, outras figuras históricas já apareceram nos quadrinhos de Asterix?

Sim. Dentre os quais podemos destacar, Vercingetórix, chefe gaulês que tentou resistir à conquista romana, e Brutus, enteado de Júlio César, que se tornaria um dos responsáveis pelo assassinato de César (daí a famosa frase que César teria proferido pouco antes de morrer: "Até tu, Brutus?!").

Alguma tribo gaulesa conseguiu mesmo resistir à ocupação romana?

Inicialmente, os gauleses conseguiram oferecer resistência, mas acabaram sendo conquistados pelo exército de César. Em 52 aC. o chefe gaulês Vercingetórix conseguiu unir as tribos do centro e do leste da Gália contra os romanos. Tudo o que sabemos desse chefe é aquilo que o próprio Júlio César escreveu em sua obra "Das guerras na Gália". No início, esse chefe conquistou algumas vitórias usando a prática da "terra queimada", que consistia em abandonar as terras mas deixando-as de maneira que o inimigo não conseguisse se reabastecer (sem comida). No entanto, após uma derrota numa batalha, Vercingetórix se rendeu para poupar seu povo. Foi levado como prisioneiro para Roma e jogado em uma cela. Há indícios de que tenha morrido estrangulado na prisão em 46 a.C. Como se vê, apenas nas aventuras de Asterix é que os gauleses vencem os romanos no final.

Vercingetórix depõe as armas aos pés de César

Todos os povos mencionados nas histórias de Asterix existiram mesmo?

Sim. No entanto, como já afirmou certa vez numa entrevista, o próprio desenhista Albert Uderzo, esses povos devem ter sido bem diferentes na vida real, principalmente no que se refere aos costumes. Nos quadrinhos de Asterix, os povos antigos são mostrados com as características atribuídas aos povos que vivem hoje nas regiões onde se passam as histórias. Daí, os gauleses parecerem com a imagem que os franceses fazem de si mesmos (que é bastante diferente da que o resto do mundo faz dos franceses) ou os bretões parecerem com os ingleses dos dias de hoje.

1.3 HISTÓRIA-LOCAL:

A história local talvez seja um dos mais motivadores e dificultosos trabalhos do historiador, principalmente em cidade de interior feito Pacoti, onde todo mundo se conhece praticamente, pois pegar nos calos dos outros faz doer os nossos próprios.
Agora, ao menos o lado bom deveria ser trabalhado toda semana, até por que a lei municipal fala justamente isso. Está escrito no nosso regimento interno, lei orgânica municipal, de Pacoti que se implantará uma aula por semana, pelo menos, de história-local, mas na prática, nem todos os professores obedecem por falta de compromisso ou mesmo conhecimento.

Para este passo ser firmado muito contribuirá o nosso recém-fundado arquivo público municipal por iniciativa da população local organizada numa associação chamada SEMPRE, além de entrevistas serem necessárias para passar a História a limpo.
Depois de lidos esses dois textos, Arquivo público municipal de Pacoti e Intercâmbio cultural é de extrema relevância entrevistar pessoas engajadas no SEMPRE e que fizeram parte do APAIP. Daí, então os estudantes produziriam artigos científicos sobre o SEMPRE, o APAIP, A Gincana Cultural Coruja Solidária e a fundação do Arquivo público de Pacoti.

ARQUIVO MUNICIPAL DE PACOTI

Ontem, 09/02/2009 foi assinado pelo prefeito de Pacoti, Rômulo Cruz Gomes, o projeto de lei para a criação do Arquivo Público municipal da cidade em uma reunião com Francisco Leví Jucá, presidente da SEMPRE e idealizador do projeto.

Desde o ano passado essa idéia da criação do Arquivo Público tramita entre os integrantes da SEMPRE, uma associação sem fins lucrativos criada com o intuito de realizar alguns projetos culturais, como: a implementação de um Museu, a elaboração de um livro didático sobre o Município de Pacoti , entre outros que visam o resgate histórico e valorização cultural da história local.

Algumas vantagens de um Arquivo: criação de alguns empregos diretos, uma nova área para pesquisa não só do município como do Maciço de Baturité, pois receberemos documentos sobre a Serra atualmente sobre a guarda do Arquivo Estadual em Fortaleza (rua Senador Pompeu com rua Senador Alencar), propagação do município, pois será o primeiro Arquivo Público do interior criado no Nordeste, conseqüentemente, elevação do turismo, o que gera empregos indiretos.

Já é uma primeira vitória do SEMPRE, Segmento dos Estudiosos do Patrimônio Regional do Maciço de Baturité.

AROLDO FILHO
(Sócio efetivo da SEMPRE)
Pacoti-Ce- 10/02/2009

INTERCÂMBIO CULTURAL

1-1°. Arquivo do Nordeste
2-A saga de uma coruja
3-APAIP
4-O SEMPRE

1. 1°. ARQUIVO DO NORDESTE

Em 19 de abril de 2008, nasce em Pacoti o SEMPRE_ Segmento dos Estudiosos da Memória e Patrimônio Regional do maciço de Baturité_ uma associação sem fins lucrativos de direito privado com o objetivo de resgatar a história do município de Pacoti.

A ideia da própria formação do grupo SEMPRE era criar um Arquivo Público Municipal em Pacoti visto que os documentos que contam a história do município carecem restauração e limpeza urgente.

Um trabalho que já começou a ser feito quando o presidente do SEMPRE, Levi Jucá, universitário do curso de História da UFC resolveu dar uma olhada no chamado Arquivo Morto, encima da Ilha Digital, no centro.

Levi elaborou um projeto de lei encaminhado ao prefeito Rômulo que enviou-o à Câmara de Pacoti em caráter de urgência depois de devidamente analisado.

Em 15 de maio de 2009, compareceram à Câmara Estudantes do curso de História, um deles já formado pela UVA, trabalhando a algum tempo na limpeza e organização do local onde estão os documentos por intermédio da Secretaria de Educação. Nesse dia foi aprovada em sessão oficial a Lei de criação deste que será o primeiro Arquivo a nível de nordeste a ser implantado fora das capitais.

2- A SAGA DE UMA CORUJA

A partir de 1987, duas colegas formadas pela UECE em Filosofia, Solange Nojosa e Telma Marques, a primeira sendo filha de Pacoti e a segunda do Estado do Maranhão, realizaram as 1a., 2a. e 3a. Semanas de Educação de Pacoti, onde aconteciam palestras da UECE, UFC e da Secretaria de Educação para os professores.

As duas alugam um prédio da Igreja e fundam a Teia de Renda, pousada que recebe os professores e universitários de Fortaleza em acordo com a prefeitura na gestão do prefeito Rômulo Gomes.

Tarcísio Santiago, na época professor da UFC, faz a doação para o então Centro Cultural, antigo Departamento de Cultura, de uma Hemeroteca, onde hoje é a Secretaria de Cultura. Adísia Sá, do Jornal O Povo, doa para o mesmo Centro, uma biblioteca.

Uma professora das redes estadual e particular, Rosimar Brito, que se graduava pela UVA de Sobral em Estudos Sociais, resolveu, em conversas com Solange e Telma, criar uma Gincana Cultural chamada Coruja Solidária, em 1991.

Formou-se, então, um grupo de teatro amador que fazia o chamado todo mês, de maio a dezembro, com exceção de julho, para os três (3) dias de atividades. O famoso Grupo Coruja, que contava com integrantes das escolas: Instituto Maria Imaculada, Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC)_Centro Educacional São Luís e da Escola de 
1° grau Menezes Pimentel.

Telma Regina Marques foi a 1ª. Diretora de Cultura deste município, na gestão do prefeito Rômulo Gomes e Maria Rosimar Brito Arruda a 2ª. na gestão do prefeito Pedro Brito, quando foi criado o 1º. Festival de Quadrilhas de Pacoti no dia 29/06/1993.
A última aparição do Grupo Coruja foi em 1997, na gestão do prefeito Edson Araújo, para a inauguração da Galeria Raimundo Siebra; onde acontecem várias exposições, dentre elas o projeto "O Pacoti visto por suas crianças", com a escolha dos melhores desenhos dos estudantes em todo o município.

3. APAIP

No ano de 2001, nasce em Pacoti um grupo chamado APAIP_ Associação de Poetas e Artista Independentes de Pacoti_, que chegou a conter 13 integrantes. Alguns fizeram parte da Gincana Cultural "Coruja Solidária" e alguns ainda lecionam.

Dentre os poetas, uma professora de História pós-graduada e um professor formado depois pela UVA. Dois outros poetas ainda iniciaram o curso pala UVA, um deles não pode continuar, mas o outro se formará em 2010. O último, juntamente com 3 (três) professores que foram da APAIP participaram da fundação do SEMPRE_ Segmento dos Estudiosos da Memória e Patrimônio Regional do Maciço de Baturité.

4. O SEMPRE

O SEMPRE existe por que um universitário da UFC, nascido no município de Maracanaú, resolveu escrever sua monografia sobre Pacoti, quando soube de parentes seus residindo na serra.

Quando se apresentou à professora Rosimar Brito, em conversas sobre o Grupo Coruja, resolveu criar um grupo denominado Pendência Serrana, a equipe de destaque da Gincana Cultural, que na época saiu em um artigo do Jornal "O Povo" com o título: "Uma coruja contra Chico Buarque".

Em discussões no grupo Pendência Serrana, duas idéias se mostraram firmes, e ganhavam mais força: o arquivo e a associação que hoje conta com mais de 30 sócios dentro e fora de Pacoti.

O grande anseio é salvar os documentos para re-escrever o possível da História, juntando, para isso, as fontes documentais com as extra-oficiais dos nossos "Arquivos-vivos".

Se não restaurarmos a História hoje, amanhã não saberemos quem somos.

1.4 ENSAIO: A ARTE NO BANCO DO RÉUS

Dependendo da sua visão sobre o que é arte, este título pode parecer estranho, tenho certeza de que vai ser assim para muita gente. Todavia, não há nada de estranho realmente, pois a arte em si não é aquilo que muitos pensam, inclusive do modo que nós mesmos pensávamos há alguns anos atrás.

O texto a seguir, pode ser uma quebra de paradigma para muitos, não é possível, portanto, exigir que os estudantes concordem com esse artigo assim como não podemos exigir mesmo que os professores e intelectuais concordem conosco.

Entretanto, nosso pensamento nele se coaduna em sua maior parte com a visão do Dr. Nigel e com a de Marilena Chauí. As fontes foram exclusiva e respectivamente a série "Como a arte moldou o mundo" e o texto "universo das artes". Por isso, para que ele seja trabalhado devidamente é preciso o contato direto com essas duas fontes para que depois haja debate seguido de produção textual.

OBRAS DE ARTE

Para se falar em arte primeiro temos que perguntar o que é arte. Responder a esta pergunta não é fácil. Lembramos que não há nenhuma definição satisfatória a respeito. Para uma análise profunda, primeiro vamos quebrar o conceito de belas-artes e artes mecânicas.

Imagine a arte como fruto natural daquilo que é vivo, por exemplo: o pensamento, que nos permite prever perigos ocultos e criar um aprimoramento dos recursos naturais para podermos viver mais e melhor.

Arte é o próprio movimento da vida, e artista não é o humano que se esconde na estética vazia ou apenas o conteudista sem técnica, por assim dizer. A arte não carece de intenção cognitiva e sim vida. A arte é a história oculta de tudo o que é vivo.

As divisões de Platão em judicativas e dispositivas, de Aristóteles em Práxis e Poesis, de Plotino em artes naturais, de fabricação e humanas e de Varrão em artes liberais e servis, são ilegítimas. Por que uma arte seria mais importante que outra, se elas se completam?

Por que as artes mecânicas seriam piores ou melhores que as belas-artes quando suprem carências distintas? Por que a arte erudita seria sublime e a popular não? E por que o artista de belas-artes seria um ser diferente dos demais, se todos os seres vivos são os reais artistas?

O artista não tem poder algum, por que poder não existe. Não é divino, pois não existe divindade. A inspiração dos deuses é uma grande farsa, pois o misticismo é uma arapuca mental de controle social, desde o início das civilizações.

As religiões não criaram a arte, mas as artes criaram as religiões, ciências, o senso comum, e tudo o mais em que os seres vivos mexeram virou arte.

Voltando-se para nós humanos, a arte sempre foi uma incógnita, há inúmeras divisões sobre os tipos de arte, por exemplo: Platão divide as artes em judicativas, voltadas para o conhecimento e dispositivas, atividade sobre determinadas regras.

Para Platão, poetas, pintores e escultores desrespeitam os deuses por pregarem a paixão humana. Já a música e a dança formariam melhor o caráter das crianças e adolescentes. Via a gramática, estratégia, aritmética, geometria e astronomia como fundamentais na formação de guerreiros e também filósofos, que deveriam aprender uma arte a mais, a dialética.

Aristóteles faz a distinção entre práxis, ou artes possíveis: política, ética, ciências e filosofia. E poesis, ou arte-técnica: todos os outros tipos de arte que envolvam alguma técnica, como as belas-artes. Também supervaloriza a música, que purificaria a alma, para ele.

Plotino conceitua as artes naturais: medicina e agricultura. Artes de fabricação: artesanato. E artes humanas: música e retórica.

A visão de Varrão no século II, que se estende até o século XV, é de artes liberais: gramática, retórica, lógica, aritmética, geometria, astronomia e música. E de artes servis: medicina, arquitetura, agricultura, pintura, escultura, olaria e tecelagem.

No século XX se dá a reparação entre arte erudita tecnológica e popular artesanal. Sendo a arte entendida como expressão da verdade e não da beleza. Tem-se outros pontos de vista sobre a arte: como de cunho social, expressiva e como trabalho ou filosófica ( quando volta-se para a natureza, o homem e a função da própria arte).

Para Nietzsche, a arte era um jogo de exaltação da vida, que a estimulava em êxtase. Já Kant e Hegel defendem a ideia da arte como pedagogia, assim como Aristóteles e Platão.

Muitos defendem a arte como libertação: no teatro, Brechet e Augusto Boal; na poesia, Maikóviski, Pablo Neruda, Ferreira Gullar e José Paes; no romance, Sartre e Graciliano Ramos; no cinema, Einsestein, Chaplin e no cinema novo brasileiro; na pintura, Picasso e Portinari; na música, a música de protesto e a MPB dos anos 60 e 70, com Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, Milton Nascimento, dentre outros.

As belas-artes serviam à religião, tendo relação íntima com o "sagrado". O artista era um mago. O médico e o astrólogo eram artesãos. Arquitetos, pintores e escultores eram iniciados num ofício sagrado. Todos esses conheciam mistérios sobre gestos, cores, instrumentos e ervas e é como se recebessem "dons" dos deuses e para os deuses.

Hoje, com a era dos meios de comunicação, as artes se banalizam em prol do entretenimento sem conteúdo. Entretanto, a arte em si não é algo bom ou mau. As belas-artes servem ao poder desde longa data, mas também servem ao povo, quando informam, por exemplo: através de uma crônica jornalística, uma visão apurada da realidade política ou por meio de uma poesia que escancara as falcatruas sociais escondidas.

Essa espécie de aura sobre os "artistas" perdura, mas temos que encará-los como pessoas comuns. Todos nós somos capazes de produzir poesia, música, cinema, pintura, escultura, fotografia, entre outras coisas, de modos diferentes. Não há nenhum "dom" por trás da arte, uma vez que dom não existe, e sim, trabalho árduo. Pelo menos os artistas que produzem obras "eternas" trabalham duro.

Capítulo 2: CRÔNICAS, POESIAS E MÚSICAS COMO PROTESTO: UMA VISÃO MAIS APURADA DA ARTE

A voz do poeta não precisa apenas ser um registro do homem, pode ser também um de seus amparos, o pilar que o ajude a resistir e a prevalecer

(William Faulkner)

Se você mostrar aos jovens o lado “legal” desse tipo de música, eles vão querer ouvi-la. Também temos respeito pelo que eles ouvem. Muitos pais vêm nos agradecer porque seus filhos estão ouvindo as mesmas músicas que eles. Seja por causa do livro, seja porque não é o pai que está falando, mas, sim, o professor cabeludo que entra na sala e começa a falar de Ataulfo Alves e Orlando Silva, o aluno começa achar que aquilo é importante mesmo. É claro que ele não deve deixar de ouvir as músicas atuais, mas também pode apresentar a seu pai o Gabriel, O Pensador, por exemplo. Quando os jovens percebem que aquilo de que gostam tem alguma ligação com o passado e que Renato Russo e Cazuza têm tudo a ver com a música dos anos 50, como a de Dolores Duran, passam a se interessar pelas músicas mais antigas.

2.1 CRÔNICAS:

Na crônica Mine reforma, é mostrada uma análise de uma discussão no congresso sobre um Reforma Política que os deputados desejam realizar. Artigos de jornais do dia são igualmente interessantes para trabalho com pesquisa sobre o assunto na internet ou outros assuntos sobre política, como o pré-sal, a permanência do senador Sarney ou os assuntos mais atuais na no Congresso e Parlamento, seguido de debate e criação literária em sala de aula.

A crônica Botija dos Maia conta uma história real com o nome verdadeiro dos partícipes. Incentive os estudantes, divididos em equipes de cinco mais ou menos, a realizarem entrevistas com pessoas mais idosas do município. Depois de organizarem todo o relato que eles produzam crônicas em conjunto.

Causos locais podem ser recontados segundo a visão dos entrevistados nessas produções, aos transcritores cabe a desmistificação ou não desses supostos acontecimentos. Deixe que eles decidam sobre qual caminho seguir já que não são historiadores profissionais.

Entretanto, o professor de História deve deixar o recado que um historiador profissional anda em busca da verdade pro trás dos fatos, nisso, cabe a ele desfazer lendas e mitos enquanto busca compreender as mentalidades dos povos em cada época.

BOTIJA DOS MAIA

Em 1906, nascia Maria Santina Maia, filha de Raimundo Pereira da Silva e Francisca Soares da Silva. O Maia do nome é porque eles se aparentaram com Maria Ceci Gonzaga de Arruda, ou Vó Ceci, neta de Maria Antonina Maia, ou Mãe Tonha, que era prima de Francisca Soares da Silva.

Ana Maria Soledade e Francisco Soares Leitão, pais de Francisca Soares da Silva, ajudaram a criar Santina Maia, pois o pai desta viajara para o Acre no ciclo da borracha e nunca mais voltou.

Santina Maia, ou Vó Santa, ganhou um grande rosário de ouro branco do seu avô, o vendendo em partes mais tarde. Seu pai, Raimundo da Silva, que fora embora quando ela tinha 11 meses de nascida, desenhando com sangue do indicador na parede uma tal cruz de Salomão, talvez um asterisco, e disse: _Se em 6 meses eu não voltar, quebre este canto aqui, que vai dar pra vocês irem se mantendo.

O tempo passou, e a família nunca soube o que tinha realmente dentro da parede, porém, outras pessoas quebraram e tiraram a sorte grande, quando já não morava ninguém na casa. Quem foram? Não sei. Porque a família mesmo não lucrou? Por medo das lendas. E o que continha de fato sob a dita cruz? Pelo que dizem, potes repletos de ouro e prata.

Minha herança foi pirateada.

MINE REFORMA

Neste 06 de maio de 2009 na câmara federal foi realizada uma comissão especial para debate sobre uma mine reforma política a ser efetuada neste ano ainda. Alguns dos principais temas em que não houve consenso, foram:

1.A ficha limpa
2. Sistema de cotas
3.Coligações partidárias
4.Financiamento privado nas eleições
5.Verba pública para os partidos
6.O voto distrital
7.Fidelidade partidária
8. E a famosa LISTA

1_Ficha limpa:
Os que defendem essa ideia dizem que aquele que tiver ficha suja na justiça será inelegível.

2_Sistema de cotas:
Houve quem apresentasse esse argumento pelo fato de os índios não estarem sendo representados na câmara, enquanto negros e mulheres estavam sub-representados.

3_Coligação partidária:
Alguns defenderam que os partidos não deveriam mais se coligar.

4_Financiamento privado:
Foi apontado por uma parte dos deputados que financiamento privado é uma covardia política, pois não há uma luta de igual para igual na máquina marqueteira do capitalismo eleitoral.

5_Verba pública:
O repasse para os grandes partidos e para os pequenos é desigual, houve quem mostrasse sua revolta com isso e uma pessoa que levantou a bandeira da diminuição de verba para propaganda eleitoreira, uma vez que o excesso da mesma apenas confunde os eleitores.


6_O voto distrital:
Esse é o famoso colégio eleitoral dos Estados Unidos, onde o voto direito não elege o candidato e sim a numeração das regiões. É totalmente antidemocrático, todavia, aqueles que o defendem afirmam que visam acabar ou diminuir o voto de cabresto, sem explicar como fariam isto.

7_Fidelidade partidária:
Essa proposta já foi aprovada e mesmo assim há quem seja contra, argumentando que a LISTA e a fidelidade partidária são armas de repressão dos partidos para governar seus candidatos "com mão de ferro".

8_A LISTA:

LISTA ou LISTA fechada representa uma tabela dos partidos, você vota no partido e o elege por completo, de vereadores a presidente da república. Caso seja aprovada corre-se o risco de uma DITADURA PARTIDÁRIA, talvez pior que a MILITAR. E quando há ditadura, a guerra civil anda em seu encalço.

As propostas dessa reforma política, por menores que pareçam, mudarão a vida do eleitor brasileiro, pois vai de encontro à diminuição do nosso poder de voto. Em vez de passeata, como informaram algumas deputadas, acontecendo no instante da comissão parlamentar, o que deveria acontecer era um plebiscito, pelo menos no caso das propostas mais anti-democráticas como a LISTA e o voto distrital.
Assim, a reforma iria ser mais justa, ou menos autoritária.


2.2: MÚSICAS:

Aqui serão trabalhadas músicas de Legião Urbana, Bezerra da Silva, Engenheiros do Hawaii e Gabriel o Pensador, todas são de protesto, ou seja; levantam questões sociais mostrando a busca dos cantores e bandas pela verdade em detrimento da beleza.

Embora o quarteto aqui tenha uma legião de fãs, a maior parte deles não se preocupa em interpretar aquilo que seus autores realmente quiseram dizer. O som contagiante e as letras densas na maior parte das vezes divertem ou agridem o grande público enquanto as mensagens passam despercebidas aos ouvidos menos sensíveis ou atentos.

Em A canção do Senhor da guerra uma crítica muito forte é realizada aos chefes de Estados que realizam guerras em vão, sendo vampiros caçadores de crianças e soldados. Mas “Deus está do lado de quem vai vencer”, então, lembre da religião como uma arma muito poderosa, como nas cruzadas, aonde o povo fanático vai à luta.

A guerra sempre envolve a questão do lucro, por mais que arranjem outros motivos falsos, e nisso, os grandes se saem bem enquanto o soldado que nem sabe direito por que luta, mata em nome de sua pátria.

Os “velhos” consomem nas guerras a juventude de seus cidadãos em nome do poder, é esta a questão que Rebato Russo aborda. Os estudantes podem produzir outras letras em versos brancos dando seu ponto de vista sobre as guerras que nunca param de acontecer.

Vítimas da Sociedade aborda uma questão bem típica do Rio de Janeiro, a ocupação das favelas pelos policiais e o preconceito que temos em relação ao favelado, seja de São Paulo ou de qualquer outro local. Essa música, assim como todo o repertório de Bezerra é obra justamente de moradores das favelas que entregaram a ele, para se fazerem escutar pelo asfalto de São Paulo e pelo resto do Brasil.

Talvez tenha saído desta música o termo ladrão de colarinho branco que virou dito popular. Realmente os grandes se envolvem em escândalos criminais e até mesmo com gangues de tráfico de armas, pessoas e narcóticos. Uma questão aqui gritante é a impunidade parlamentar que protege os políticos, lembremos também que soldados que são afastados e depois regressam ao emprego antigo, juízes já sentenciaram processos quando estavam presos e os paraísos fiscais não são apenas na Suíça, existem outros como as Ilhas Caimã.

“falar a verdade é crime”, esta é uma frase bem chocante, contudo procede. Atualmente, a Folha de São Paulo, a VEJA, e outros veículos estão sendo processados. O deputado conhecido por possuir um castelo em Minas Gerais está levantando cerca de quarenta e quatro (44) processos por supostos danos morais por aqueles que investigaram suas contas fiscais.

Outros processos de censura foram e são sofridos no Brasil atual sempre relacionados a calúnias, que na maior parte das vezes se comprovam reais, sofridas pelos poderosos. Pesquisas podem ser realizadas nesse sentido, com matérias em jornais on-line para depois serem produzidas poesias de protesto a respeito das matérias mais polêmicas.

Em Toda Forma de Poder há literalmente uma luta intelectual pela liberdade, pois de algum modo quem detém o poder acaba abusando dele. Outras questões igualmente interessantes são abordadas nesta composição dos Engenheiros, como por exemplo: “a história se repete\ mas a força deixa a estória mal contada”. Esta frase pode ser interpretada com a visão de que a História não conta uma verdade, mas uma versão dos fatos, e sempre haverá outras. A história oficial nem sempre é a verdadeira. Os documentos também mentem, uns mais outros menos.

Por isso a história oral também serve de documento, assim como diários, relatos de viagem, cartas, troca de e-mails e fotos, dentre outros. Todas as formas de documentos devem ser analisadas, se possível por especialistas de cada área em auxílio ao historiador, e a verdade estará mais próxima da zona de convergência deles e não em apenas um deles separadamente.

Retrato de um playboy parte 2 retrata sarcasticamente um tipo pessoa que realmente existe, aquele garoto mimado de classe média-alta ou alta, parecido com o Zeca na novela Caminho das Índias da Rede Globo que terminou há poucos dias. Aquele sujeito que só anda de gangue, e mais uma vez a questão da impunida é levantada.

Pessoas de alto nível econômico fazem de tudo sem levarem punição à altura, quando por ventura são punidas, será que isto está certo? O que podemos fazer como cidadãos para que esta impunidade acabe, ou pelo menos diminua? Leve seus educandos a pensar no assunto e produzirem poesias a respeito de questões políticas de impunidade dentro da nossa “sociedade famigerada e cheia de malícia”.

A Canção Do Senhor Da Guerra

Existe alguém
Esperando por você
Que vai comprar
A sua juventude
E convencê-lo a vencer...

Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças
Com armas na mão
Mas explicam novamente
Que a guerra gera empregos
Aumenta a produção...

Uma guerra sempre avança
A tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Prá que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros
Na exportação...

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer...

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra...

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação...

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer...

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer...

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra...

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação...

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer...

O senhor da guerra
Não gosta de crianças...(6x)


VÍTIMAS DA SOCIEDADE

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho

Só porque moro no morro
A minha miséria a vocês despertou
A verdade é que vivo com fome
Nunca roubei ninguém, sou um trabalhador
Se há um assalto à banco
Como não podem prender o poderoso chefão
Aí os jornais vêm logo dizendo que aqui no morro só mora ladrão

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho

Falar a verdade é crime
Porém eu assumo o que vou dizer
Como posso ser ladrão
Se eu não tenho nem o que comer
Não tenho curso superior
Nem o meu nome eu sei assinar
Onde foi se viu um pobre favelado
Com passaporte pra poder roubar

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho

No morro ninguém tem mansão
Nem casa de campo pra veranear
Nem iate pra passeios marítimos
E nem avião particular
Somos vítimas de uma sociedade
Famigerada e cheia de malícias
No morro ninguém tem milhões de dólares
Depositados nos bancos da Suíça

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
Toda Forma de Poder

Eu presto atenção no que eles dizem
Mas eles não dizem nada
Fidel e Pinochet tiram sarro de você
Que não faz nada
E eu começo a achar normal que algum boçal
Atire bombas na embaixada

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer

Toda forma de poder
E uma forma de morrer por nada
Toda forma de conduta
Se transforma numa luta armada
A história se repete
Mas a força deixa a estória mal contada

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer

fascismo e fascinante
Deixa a gente ignorante fascinada
E tão fácil ir adiante
E esquecer que a coisa toda está errada

Eu presto atenção no que eles dizem
Mas eles não dizem nada
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer…

Retrato De Um Playboy Parte 2

Pergunta pro playboy o que ele pensa da vida.
Sabe o que ele te diz? Nada ele baixa porrada!!!
Era mais ou menos assim.

Sou playboy e meto porrada, eu dou porrada eu enfio a porrada.
Só ando com a galera e bato nos mané,
Mas quando eu to sozinho eu só bato nas mulhé.
Eu pego muita gata no mata-leão.
"É isso meu cumpadre, my brother, meu irmão".
Se alguma coisa ta na moda, eu faço também,
Eu tenho um pitbull chamado Bush Hussein
O Bush é pitbull mas eu sou mais ainda,
Arranquei a orelha de uma loira burra linda.
Tinha um cara dançando com essa mulher na boate,
Então pensei: "Ta na hora do combate!"
Eu falei: "Tu pisou no meu pé meu irmão".
Ele disse que não, eu dei logo um socão.
Ele foi pro hospital, ela veio me dar mole.
Eu pedi um chope ela me pediu um gole,
Ela me levou pro motel, vou contar um segredo,
Quando ela tirou a roupa eu fiquei até com medo.
Veio me beijando me chamando de gostoso,
Veio me abraçando eu fiquei meio nervoso,
Veio se esfregando e eu fiquei com nojo dela,
Eu mandei um mordidão e um chute na costela.

Porque eu sou playboy, filhinho de papai.
Eu tenho um pitbull, e eu imito o que ele faz.
Sou playboy, filhinho de papai.
Eu era um debiloide, fiquei ainda mais.

O papai e a mamãe me dão do bom e do melhor,
E quando eles viajam eu fico com a vovó.
Papai é meio ausente e eu sou meio carente.
Mas se falar do meu papai você vai ficar sem dente.
Já sou bem grande, já sei me virar, sei até dirigir, só não aprendi a conversar.
Eu não discuto chuto, eu não debato eu bato, não sei bater um papo mas resolvo no sopapo.
Entro no meu carro e o pedal vai no chão.
"Olha o cara ultrapassando pisa aí meu irmão".
O cara me encarou aí eu dei uma fechada,
Peguei o extintor e parti pra porrada.
Sai de baixo que eu sou macho,
Que eu sou muito macho,
Pelo menos eu acho.
Macho não vacila, macho arrasa.
Macho não leva desaforo pra casa.
Macho é isso, não brinca em serviço.
Macho é robusto, macho é roliço.
Macho é parrudo, macho é pescoçudo.
Macho é poderoso, macho é tudo.
Macho é o que há, e eu gosto muito, rapaz.
Macho é lindo, macho é demais

Sou playboy, filhinho de papai.
Eu tenho um pitbull, e eu imito o que ele faz.
Sou playboy, filhinho de papai.
Eu era um debilóide, fiquei ainda mais.

Eu sou igual àquele cara do casseta,
Me excito com uma boa briga do com uma boate, lotada de gata.
Se não tiver porrada, a noitada não tem graça.
Aí é melhor trabalhar os músculos, né
Malhar é melhor do que mulher.
Por falar em malhar, eu lembrei da Maria.
Aquela popozuda que eu peguei na academia.
Levei ela pra praia e eu fiquei amarradão.
A isca perfeita pra arrumar confusão.
O cara olhou pra suas coxas e ficou com a cara roxa,
E o outro olhou pra suas costas e levou fratura exposta.
A Maria se amarrou no meu show,
Mulher adora essas coisa brou.
É até engraçado, to na delegacia encarando o delegado.
Eu não decido nada to esperando advogado,
Papai já ta chegando pra deixar tudo acertado.
Dei até entrevista, vou sair na TV,
Que maneiro, eu adoro aparecer.
E na hora da foto eu fiz cara de mal,
Amanhã minha galera vai me ver no jornal, aí.

Sou playboy, filhinho de papai.
Eu tenho um pitbull, e eu imito o que ele faz.
Sou playboy, filhinho de papai.
Eu era um debilóide, fiquei ainda mais.

Esse é o retrato da nossa gente fina,
Seja lá no açaí ou alí na cocaína.
É assim que cuidamos do futuro do Brasil,
Até que ponto nós chegamos,
Hein, puta que o pariu!!!!

fonte: http://letras.terra.com.br/gabriel-pensador/65101/

2.3: POESIA

Chega de mostrar apenas aquela poesia romântica sacal que não leva à reflexão alguma. A poesia em sua forma atual como protesto é muito mais interessante do cunho de vista intelectual que os movimentos de vanguarda européia e todos os seus antecessores.

Não é exigido do poeta um estilo de convergência com os que já existem, pelo contrário, quando se cria um novo estilo a produção é muito mais vigorosa e emocionante ao expectador.

Por exemplo, a poesia A morte destila ódio traz uma mistura de simbolismo romântico e princípio de Filosofia. “a incúria do sistema” carece de mudança que só poderá ocorrer pelos seres pensantes que enxergam esse “nosso oráculo interior”.

A poesia ode ao encanto é em si uma busca nossa por um estilo próprio de produção mais científica e ao mesmo tempo filosófica, pois também a ciência não é dona de todas as verdades. É como quando você não sabe mais em que acreditar ou se vai ou precisa acreditar em algo. Pomos em xeque tudo o que sabemos.

Pensar é a única alternativa. Várias fontes foram usadas para compô-la e é isso que queremos que os estudante façam; usem várias fontes para criar suas poesias, uma vez que o bom poeta não é divino de forma alguma e sim uma pessoa comum que estuda e cria em cima das suas fontes de pesquisa. Desmistificar a poesia é o caminho mais eficaz de forjar novos bons poetas nesse nosso país. Nós professores podemos ser um suporte a mais nessa empreitada de um novo caminhar.

A Morte Destila Ódio

TODA NOITE O MESMO SONHO
E O ESCURO BRAVO NÃO PASSA
E A VIOLÊNCIA NÃO PASSA...
NEM ESTA SAUDADE,
NEM ESTE MEDO
NEM ESTE GOVERNO
PASSAM APENAS ESTE POVO INCRÉDULO PARA TRÁS.

ESTA É A REALIDADE, SIM
E TAMBÉM O FIM...
O FIM DO SÉCULO,
VEM TUDO, MENOS A MOÇA QUE QUERO.

É O FIM,
O FIM DO CAPRICHO DOS PODEROSOS

O FIM DA MÚSICA, DA FEBRE
O FIM DA FESTA CANIBAL

SIM, ELES SUGAM NOSSAS VEIAS
MENOS NOSSA CORAGEM FRATERNA
NÃO SUGARÃO AS FONTES
NEM ESTE AMOR IMENSO...

A MORTE DESTILA SEU ÓDIO
NÃO HÁ VACINA, VEJA...
VEJA O FUMANTE,
VEJA O ALCOÓLATRA
VEJA O PEDÓFILO,
VEJA A INCÚRIA DO SISTEMA...

EU QUERO ERRADICAR ESSE MAL

O RITUAL VAI COMEÇAR
CONSULTEM A PITONISA DE DELFOS
OU SUAS PRÓPRIAS CONSCIÊNCIAS
NOSSO ORÁCULO INTERIOR...

ODE AO ENCANTO

Encanto, em teu nome amigos se traem
A serenidade se desfaz de toda a sobriedade
Amores se contraem
O ódio aflora o eixo das virtudes
Estas por si mesmas não valem
Nem mesmo o tempo a elas desperdiçado
Em elogios supérfluos
São mentiras que movem a todos
Beleza, força, perfume e sapiência nada são
Sem o agente perceptor, receptáculo de olhar turvo
Caçador de latitudes
Transeunte da suposta matéria imortal
Poeira-cósmica
Não sabe por que vive, mas se encanta
E acalanta sonhos infelizes
Quando se abrem as cicatrizes químicas
Na torrente das incertezas astronômicas
A natureza nunca foi harmônica
Embora, repleta de gás hélio
Que tudo forma em teoremas
De tabelas periódicas
Ou em gráficos de Gals
O mundo é um caos e não as nuvens de Magritte

CAPÍTULO 3 : XADREZ E CAPOEIRA

3.1 XADREZ

O xadrez escolar

Em 1986 a Fédération Internationale des Échces (FIDE) e a United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) criaram o Committee on Chess in Schools (CCS) que teve um importante papel na divulgação do ensino e na democratização do xadrez enquanto instrumento pedagógico.

Vários países como a Rússia, França e Inglaterra implantaram nas escolas o xadrez na forma de projetos ou de disciplinas extracurriculares. Esses projetos apontaram para uma melhoria no rendimento escolar dos alunos, e que esta também era uma atividade que poderia ser explorada por várias matérias como a História, Geografia, Artes e a Matemática fazendo com as que (sic) disciplinas trabalhassem em conjunto.

No Brasil tem-se como exemplo prático o projeto criado em 1999 no Centro de Ensino Médio 404 de Santa Maria, no Distrito Federal. Em 2004 a conquista do segundo lugar no Prêmio Grupo Ciência – categoria nacional – levou a escola a ampliar o projeto e os alunos mais experientes começaram a levar o projeto para outras instituições (SETEC, 2004).

da memória, da autoconfiança e da organização metódica e estratégica do estudo.

Em todos esses projetos observou-se que o ensino e a prática do xadrez têm relevante importância pedagógica, na medida em que tal procedimento provoca no exercício da sociabilidade, do trabalho

O ensaio Chaturanga é a continuação de uma idéia de jogar novamente o xadrez para dentro da escola, assim como Che Guevara fez em Cuba. Acreditamos que esse esporte em si já vale a pena o bastante para ser uma disciplina a parte, todavia, enquanto isso não ocorre no Brasil, encaixemo-lo noutras matérias, como Matemática, História, Educação Física e Arte.

Na História especificamente pode ser analisado dentro das permanências históricas que passam do Oriente para o ocidente milenarmente. Não podemos esquecer jamais que o xadrez foi produzido para táticas bélicas. Como diria Renato Russo : “Uma guerra sempre avança a tecnologia/Mesmo sendo guerra santa/Quente, morna ou fria”.

Uma missão impossível aqui seria dizer quantos imperadores, césares, reis e papas jogaram as derivações desse jogo. Deve ser ensinado em educação Física e Arte e comparado na História com as reais táticas de guerra da Idade Média, principalmente a romana.

Uma pesquisa possível seria comparar as táticas de guerra antes e depois da Revolução Industrial, uma grande diferença foram os aviões, os destróieres e os submarinos, além dos próprios tanques. Diferente das antigas do tempo de Dario e Alexandre, que usavam bigas, elefantes, principalmente Átila, infantaria, que ganhava as guerras quase sozinha em Roma, e cavalaria, com a qual muitos povos ditos bárbaros serviam Roma em troca de outro.

CHATURANGA

Chaturanga pode ter sido esse o primeiro nome do jogo que conhecemos hoje por xadrez, teve outros nomes, como: axadrez e enxadrez em português (séc. XVI); ajedrez em espanhol (1250); shatranj em árabe; chatrang em persa e chaturanga no Hindustão.

HISTÓRICO:

Não se sabe ao certo onde nascera o jogo. Já atribuíram a gregos, romanos, babilônios, citas, egípcios, persas, chineses, árabes, castelhanos, irlandeses, galeses (País de Gales), e indianos (Hisdustão). É mais aceita a hipótese de ser esse último povo o criador.
No jogo chaturanga, a terminologia ANGA pode ser alusão as 4 armas de um exército indiano, que seriam: elefantes (torres), cavalos, bigas (bispos) e infantaria (peões). Eram 4 adversários que jogavam um por vez com um dado a indicar qual a peça a ser mexida.

Mais tarde, realizou-se com duas duplas, com peças lado a lado, sem dados, e posteriormente passou a ser 1 versus 1 com 16 peças para cada jogador. Da Índia o jogo migrou para a China, Coréia, Japão, Rússia, Escandinávia e Escócia.

Por volta de 531-579 penetrou na Pérsia com o nome modificado para Chaturang pelos persas e depois para Shatanj pelos árabes que difundiram o jogo na Europa por volta do séc IX a X. Primeiro na Espanha. Os bizantinos levaram para a Itália, de lá passou para a França. Desta foi transmitido para a Escandinávia e Inglaterra. No séc. XVIII é realizado no Brasil o primeiro torneio de xadrez.

COMO JOGAR XADREZ:

O xadrez possui 64 casas e 32 peças.
Cada jogador tem 16 peças, claras ou escuras.
O lado das claras inicia a partida.
Cada jogador só realiza uma jogada por vez.

Tipos de peças:

Há 6 tipos de peças: 2 torres, 2 cavalos, 2 bispos, 1 rainha, 1 rei e 8 peões para cada jogador.

Como arrumar:

Com o tabuleiro tendo por primeira coluna da esquerda a casa inicial de cor escura. Nessa seqüência deve ser arrumado. Na primeira linha. De fora para dentro: torres, cavalos e bispos.

Duas casas sobram e a rainha tem a preferência, sendo posta na casa de sua mesma cor, e o rei na outra.

Os peões ficam todos na linha seguinte.

Movimentação:

Torre:

Movimenta-se na posição oriental e vertical, podendo andar até a ponta do tabuleiro formando uma linha reta sempre. Para facilitar a visualização, imagine-a no centro de uma grande cruz que percorre o tabuleiro até suas extremidades, então no formato dessa cruz estão contidas as possíveis casas (ou quadrados) para onde ela poderá ir, na jogada em questão. São no máximo, 14 possibilidades em jogo aberto.

Cavalo:

Costuma-se dizer que ele anda em L, mas, para melhor visualização, prefiro dizer que ele anda em V., ou melhor, imagine um ângulo reto (90 graus) que se faz com 3 casas em qualquer direção.

Se preferir, imagine uma marreta com o cabo formado com 2 casas, a que ele se encontra sendo a primeira ou base. A terceira casa com uma em cada extremidade.

Bispo:

Cada jogador terá 2 bispos, 1 em casa branca e 1 em casa preta. Para quem joga dama é mais fácil imaginar essa peça como uma dama naquele jogo, só que uma em cada cor de casa.

Movimenta-se na diagonal até as extremidades do tabuleiro em campo livre. Tem-se o máximo de 13 possíveis deslocamentos. Imagine-o no centro de um grande X. Essa peça jamais troca a cor da casa de início.

Rainha:

Essa é a maioral máquina de matar do jogo. Imagine um bispo e uma torre fundidos num só, eis a rainha. Imagine-a no centro de um X e de uma cruz ao mesmo tempo. Ou melhor, imagine-a no centro de uma estrela de 8 pontas se preferir.
Ela é a mais livre, pois movimenta-se em todas as direções que formarem linha reta; indo até as extremidades. No máximo são 27 os seus possíveis deslocamentos no centro do tabuleiro, em campo livre.

Rei:

O mais lerdo de todos os personagens, pois só anda 1 casa por vez. Anda em qualquer direção. Sendo 8 as suas máximas possibilidades de escolhas para o deslocar.

Peão:

Anda sempre para frente, a única peça impedida de voltar e que captura diferentemente da forma que anda. Anda como torre e captura como bispo; ou seja, se desloca em horizontal e somente captura em diagonal. Anda 2 casas no máximo somente no primeiro deslocamento de cada um dos seus 8 peões, sendo opcional a saída com 1 ou 2 casas.

REGRAS E JOGADAS:

Captura de peças:

Diferente de outros jogos, como dama e jogo da onça, no xadrez a captura de peça é realizada sem pular casa, pelo contrário, fica-se na casa da peça capturada, exceção na am passant, descrita a diante.

Objetivo do jogo:

O principal objetivo do jogo consiste no encurralamento do rei adversário, dando o xeque-mate, que significa que o rei morreu. Daí, o jogo é vencido por aquele que der o xeque-mate.

Xeque-mate:

É deixar o rei adversário ameaçado de todos os modos que não tenha jogada possível para o adversário se livrar. Logo, o jogo termina.

Xeque:

Xeque é quando o rei se vê ameaçado, ou seja; o rei fica na linha de tiro de alguma possível peça, por exemplo: ficando em ângulo reto com a rainha. É obrigatório então, encobri-lo, pondo uma peça a sua frente ou tirando-o do local.

Os reis nunca encostam um no outro, pois seria xeque dos dois ao mesmo tempo; o que não existe.

Rock:

É uma jogada feita em que o rei anda duas casas para o lado e a torre pula uma casa sobre ele. Só pode ser feito em condições especiais: se o rei não estiver em xeque nem ficar em xeque ao passar a casa para a realização da jogada. Se a torre em questão não tiver sido movimentada nem o rei saído do canto, e nem estiver a torre ameaçada. (Rock é o nome da torre em Inglês).

Am passant:

Quando o peão anda 2 casas na saída para não ser capturado pelo adversário, que o faria se ele andasse 1 só, então o adversário captura como se o peão estivesse andado 1 só casa.

Cavalo: O cavalo é a única peça que pula sobre as outras, exceto na jogada rock em que a torre pula sobre o rei. Essa peça só captura na última casa do V.

Peão transformado: O peão, quando chega na primeira fileira do adversário, ou última sua; transforma-se em qualquer peça, exceto rei.

Defeito: O defeito do xadrez está justamente em não se poder marcar esses peões, impossibilitando um jogo com 10 cavalos, bispos e torres ou 9 rainhas.

Conserto e novo defeito:

No computador é possível, mas, em alguns jogos de xadrez virtual só é possível fazer rainhas. Se quiser fazer um cavalo, por exemplo, não é possível. Isso é um grande defeito.

Valor de peça:

Cada peça tem um valor agregado que varia em cada região ou campeonato. Vão aí as aproximações.

Rainha: 10 ou 9
Torre: 4 ou 5
Cavalo: 3
Bispo: 3
Peão: 1
Rei: jogo todo

Relógio:

É comum usar relógio em campeonato com o mesmo tempo para cada jogador, que se ultrapassar perde.

3.2: CAPOEIRA

Capoeira, eis uma arte múltipla: marcial, dança, canto e arte popular. Dela saiu o Frevo pernambucano, o maneiro-pau e a luta de facão do congado, o samba de roda e o street dance. E ela absorveu golpes do Caratê com o Grã-Mestre Pinate e de outras artes-marciais como o judô.

Mestre Bimba criou a Regional com sequências, toques rápidos e jogo em pé. Antes, Mestre Partinha criara a Angola com toque lento e jogo no chão. Seus principais instrumentos são o berimbau, pandeiro e atabaque. Na época de Getúlio Vargas é que será criada uma federação brasileira de capoeira.

Ainda hoje o capoeirista é visto com preconceito por muitos no Brasil, enquanto mundo a fora ela é praticada pela elite. Deveria haver aula de capoeira em todas as escolas brasileiras, pois esta arte marcial é nosso patrimônio histórico-intelectual, mas não lhe é prestado o devido valor.

Uma das figuras mais fortes do Brasil é justamente a do malandro carioca jogador de capoeira, com seu terno branco, que os grã-mestres usam para se reunirem em Manhattan e outros lugares do mundo.

Neste ensaio Capoeira mundial abordamos uma nova visão histórica em relação à capoeira. É importante que os estudantes façam pesquisas em livros, revistas e na internet antes de produzirem seus próprios ensaios.

CAPOEIRA MUNDIAL

A história das nações humanas é antiga. O homem é um guerreiro nato. Junto com as nossas sociedades nascem as artes marciais, e aqueles que as dominam ganham grande prestígio e se tornam mestres.

É sabido que as primeiras civilizações, diferente de hoje, davam-se mais por consanguinidade que por região e assim, sem a ideia de patriotismo, é possível que muitas famílias tenham povoado o mundo inteiro dentro de um espaço de tempo considerável antes que a ideia do que é mundo propriamente dito existisse ou prosperasse entre os homens.

A escravidão, ao que parece, surgiu com as grandes civilizações, ou pelo menos se perpetuou em larga escala, uma vez que pequenos povoados não carecem de terceiros para se manterem. A História vai além das versões, por isso mesmo é uma ciência de aproximações.

A História é uma fraude, pois ainda é tratada por muitos como verdade absoluta contida nos diários oficiais e documentos que escondem fatos graves da população em função de garantir o trono de quem não merece estar no poder.

Cabe aos novos historiadores explodir essa História positivista de verdades acabadas e falcatruas, e, auxiliados pelos demais cientistas, juntar os cacos da História real; que teoriza, se fundamenta em provas e raciocina além. O historiador tem a obrigação de imaginar acontecimentos a mais, pois mesmo em erro, o pensador tropeça em verdades submersas. E esse tropeço ajuda a desenterrá-las.

O Brasil é um local povoado por gente de toda parte do mundo e sua história sempre foi mal contada, repleta de heróis sanguinários e usurpadores que, vindos de fora, ainda se achavam no direito de se dizerem brasileiros civilizados quando não passavam de piratas. Esses piratas escravizaram as nações daqui e trouxeram escravos das nações do continente africano, segundo os relatórios oficiais. Agora, mesmo que em menor escala, quem garante que gente do mundo inteiro não foi escravizada aqui, se ainda hoje o é, e a notícia só chega às autoridades anos depois?

Assim como vieram príncipes negros, será que também não vieram príncipes brancos e amarelos para o cárcere, via navio escravocrata? A capoeira é a fusão de muitas artes marciais, talvez do mundo inteiro, no Brasil.

Será que a capoeira como a conhecemos hoje não é a fusão de muitas capoeiras no tempo do Brasil-colônia? Talvez os saltos mortais, que fundaram o Street-dance e a luta de facão apresentada no congado, que criou o Frevo, não tenham se desenvolvido no mesmo lugar. Aí já teríamos pelo menos duas capoeiras diferentes. Uma terceira seria a Angola, tida como original, em que se luta no chão. Uma quarta seria a Regional, em que se luta mais rápido e de pé.

Se a capoeira fosse afro-brasileira puramente, nascida no Brasil com a fusão da cultura africana, por que só nasceu aqui? Muito estranho, pois não estamos no único local do mundo onde houve escravos negros.

Eu diria que, a participação das nações daqui é esquecida nesse processo de formação. Será que não surgiram artes-marciais de fusão nos próprios aldeamentos jesuítas? É possível que os caciques e pajés tenham unido tribos e treinado em lutas, planejando estratégias para atacar esses povos com arma de fogo que os exploravam.

Não estou negando a importância da cultura negra, porém, penso que a capoeira puramente afro não teria berimbau, pandeiro nem saltos mortais. A capoeira é uma arte escrava. E quem escraviza um preto escraviza um branco.

Cabe aos historiadores quebrar mitos, e na capoeira, alguns deles são: A orquestra de 3 berimbaus, as cordas coloridas para identificar a graduação do capoeirista, o atabaque com cordas como se fosse típico, o uniforme branco ou abadá e dos movimentos ritualizados da capoeira Angola na contemporaneidade.

Como alerta Mestre Acordeon, na revista "Praticando Capoeira" de setembro de 2002, numa crônica, muitas modas na capoeira são criadas hoje em dia como se fossem tradicionais, anacronismo, dificultando a vida dos historiadores da capoeira que, segundo o mestre, não podem se deixar levar pela história oral e documental sem uma profunda análise crítica.

Essa arte-marcial brasileira que hoje roda o mundo é ímpar, pois é a única que tem sua ritmização pela música, estando enraizada no samba e na própria história de nosso país. Os quilombolas daqui foram os samurais brasileiros, nossos ancestrais. Temos capoeira no sangue.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Neste trabalho mostramos a tentativa de criar modos mais atraentes de trabalhar a História em sala de aula. Explorando para tanto a criatividade dos estudantes de modo a poder servir como referencial de semanas temáticas na escola.

É sempre proveitoso trabalhar com arte, claro que exige um grande esforço do professor. A reforma educacional que tanto precisa ser feita no Brasil deve começar justamente pelo orientador em sala de aula.

A arte é um tema até mais abrangente do que aqui abordamos, invente o seu próprio mecanismo de ensino. Esperamos que no Ceará também sejam implantadas aulas criativas nas escolas públicas, independente do maldito vestibular.

Por que criar só no cursinho? Os estudantes de ensino médio e fundamental terão um rendimento bem maior como afirmam os professores, Luciana Worms, Cléber Alexandre Soares de Oliveira, José Eduardo Castilho, e Túlio Vilela.

Faça sua parte em função do ensino de História e da diminuição da evasão escolar. É isso que propomos neste TCC, A História por meio da arte para que todos tenham direito a uma educação de melhor qualidade.

Bibliografia:

PONTE, Sebastião Rogério. Uma nova história do Ceará. Fortaleza: Fundação Demócrito Rocha, 200. A Belle Époque em Fortaleza: remodelação e controle. Pág.162.
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. Ed. Ática, São Paulo, 2000. Unidade 8- O mundo da prática: O universo das artes. Pág142.
http://www.caldeirao.org/2009/03/dialogos-da-historia-com-literatura.html em 26/08/2009
http://vagalume.uol.com.br/bezerra-da-silva/vitimas-da-sociedade.html em 26/08/2009
http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2007/04 em 26/08/2009
http://letras.terra.com.br/gabriel-pensador/65101/ em 20/08/2009
JONES, Terry. Série Os bárbaros. T.V. Escola.
SPVELD, Dr. Nigels série Como a arte moldou o mundo. T.V. Escola.
SAGAN, Cal. Série Cosmo. TV Escola.
ARRUDA, Maria Rosimar Brito. Teatro na Escola de Ensino Fundamental e Médio Menezes Pimentel, em Pacoti-CE_Relato de uma experiência. Sobral-Ceará, 1999.
BANDEIRA, Pedro. Ora pois!_Asterix existiu e era Português. Especial Aventuras Na História_ROMA_1ª edição.Ed Abril.São Paulo-SP.Fevereiro de 2007.pág36.
Mestre Acordeon. Vem Camará.Praticando Capoeira. São Paulo-SP.Agosto de 2002. Crônica. Pág. 34.
http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u38.jhtm em 29/08/2009
http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u37.jhtm em 29/08/2009
http://www.eduk.com.br/?q=node/115 em 29/08/2009
OLIVEIRA, Cléber Alexandre Soares de; CASTILHO, José Eduardo. O XADREZ COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA COMPLEMENTAR NO ENSINO DA MATEMÁTICA. UBC Distrito Federal
http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0099_imprimir.asp?strTitulo=O%20Brasil%20do%20século%20XX%20canta%20sua%20história em 29/08/2009

ANEXOS:

Documentários:

XABUR
Pérsia e Grécia versus Roma

O que é ser um bárbaro? Essa alcunha dos gregos aos não-intelectuais, exceto Roma, era realmente merecida aos outros povos? E por que os romanos não eram bárbaros? Onde se esconderam seus intelectuais? Eles existiram no Grande Império do Massacre, das lutas de gladiadores, do exército imbatível?

Eu disse, imbatível? Quero dizer, do quase imbatível. Pois se trouxermos a tona os Parcos, numa visão analítica, veremos que não eram nada de bárbaros. Esse sentido de não-pensadores por sinal lhes passa longe, bem longe mesmo.

Os Parcos, um dos povos persas, estudavam xadrez, música, vinho, as mulheres e astronomia. Tinham pensadores, intelectuais e eram arquitetos. O cimento de secagem rápida é invenção deles.

A educação de seus filhos, embora a penas para os mais abastados, se dava dos 5 (cinco) aos 15 (quinze) anos por método decoreba de trechos escritos completos. Um fator mais interessante deles para a História crítica é a vitória contra os romanos em 53 a.C.

Mas, aí vêm os Saxânidas que os subjugam. Em 200 d.C. os romanos foram esmagados também por esse povo persa. Enquanto os Parcos derrotam 1(uma) vez, os Saxânidas derrotam 3 (três).

Os arqueólogos acham no Irã um palácio nos moldes de Roma, mas por qual razão estaria ali? Auxiliados por outros cientistas, dentre eles historiadores, descobriram o porquê: Xabur derrota 3 imperadores: Valeriano em 200 d.C., Felipe em 207 d.C. e Gordiano em 244 d.C.

Valeriano é o único imperador capturado vivo, depois de morto é empalhado e exibido como troféu. Enquanto vivo é humilhado mais que os outros 2 (dois), dizem até que ele fora obrigado a se curvar para o imperador persa e beijar-lhe os pés.

As tropas de Valeriano foram capturadas, os romanos prisioneiros de guerra foram obrigados a levantar o tal palácio pelos Saxânidas em homenagem a Valeriano. Para esse povo, o mundo estava dividido entre persa e não-persa. Adivinha quem são os bárbaros?
Os gregos tinham muitos pensadores que passaram pela biblioteca de Alexandria, fundada por Ptolomeu Sóter, onde foram reunidos mais de 30.000 (trinta mil) papiros-cópia dos povos dominados por Alexandre Magno (segundo Carl Sagan, eram cerca de um milhão (1000.000) de livro existentes em Alexandria). Esse grego, da Macedônia, também roubava os escritos de todos os navegantes no porto e só devolvia depois de os escribas haverem transcrito tudo.

A Grécia era um alvo mais fácil pelo simples fato da desunião entre suas cidades. É mais fácil dominar uma cidade-Estado que um Estado unificado, por isso os romanos não perderam tempo e derrotam uma a uma as cidades gregas.

Uma das cidades que chamava a atenção dos ambiciosos de Roma era Rodes, saqueada por Cássio em 42 a.C. Os intelectuais também se fascinavam com ela, o Colosso de Rodes foi inspiração para a Estátua da Liberdade, construída pelos franceses nos Estados Unidos, era um símbolo de beleza, grandiosidade e sapiência grega, e por isso muito admirado.

Felipe de Bizâncio estudou em Rodes, era matemático e descreve uma catapulta com metralhadora, pistão e outras complexidades dessa arma usada em Rodes; como propulsão a ar. Iparco de Samos, que mapeou as constelações e brilho das estrelas também passou por lá.

O raio-x de uma nau submersa revela o mecanismo de Anticífera: uma caixa complexa, ou mágica por assim dizer, para a época, que parece um relógio. Nela você digita qualquer data no passado ou no presente e lhe será revelado onde se encontram no espaço-sideral a Lua, Vênus, Mercúrio e outro planetas num cálculo preciso para fins de horóscopo.

Gregos, persas e indianos estavam bem à frente de Roma em pensamento. Aristarco de Samos, um grego, até supõe que a Terra gira em torno do Sol e não o oposto, mas não lhe atribuem crédito na época. Copérnico suprime Aristarco de suas anotações, assim como suprime o nome de Ptolomeu, um árabe que havia descoberto a órbita de alguns planetas. Copérnico estuda Ptolomeu na biblioteca de Alexandria, antes de Caio Júlio César a destruir.

Não há nenhum matemático romano, pois Roma não queria criar nada. Os romanos destruíram os bárbaros e com eles o conhecimento foi dilacerado e apagado de nós, de acordo com a série 'OS BÁRBAROS", apresentada na T.V. Escola em 22/01/2009.

PANORAMIX

A SOCIEDADE DO OURO

A História serve ao poder como um garçom a um bom cliente, lhe dá a melhor taça, vinho e espumante da adega, ouvindo as frases tortas emanadas da loucura dessa bêbada infame, permitindo-lhe até mesmo uma alcova de luxo só apresentada aos de mais elevada categoria, proporcionando-lhe requintes particulares, como: ocultar todos os seus podres, mentir para os seus adversários e permitir que ele coma 99% do bolo que deveria saciar a fome de todos os hóspedes e fregueses.

Ela não deveria agir assim, entretanto, não se entra e permanece pelos próprios méritos nas páginas de livros didáticos, pois, se assim fosse, só contaríamos a vida daqueles que proliferam aquilo que entendemos por bondade, um adjetivo muito amplo que troca de forma de acordo com a interpretação coletiva dos que detém o domínio supremo.

Está cada vez mais claro que não há os bonzinhos e os maus em se tratando de povos e sim aqueles que contam, os que escutam e transmitem, acreditando talvez no que é proliferado, o sujeito de quem se fala e os que têm consciência para não acreditar piamente em versões isoladas, mas em possibilidades que descartam crenças, adotando estatísticas de realidade pegando por base o empirismo racional acadêmico.

A História tem muitos cabrestos por que quem a conta está arraigado em cultura manipuladora. Todos nós sofremos lavagem cerebral ao longo da vida uma vez que é necessário para o próprio aprendizado.

Não me entendam mal, caros leitores, não disse que é uma coisa boa, pois sabemos que o significado de bondade é impreciso, e além disso, como dizer qual cultura é a melhor ou se o mais racional é permanecer sem cultura?

A cultura é importante para estabelecer as relações de poder. As culturas dominantes apagam as menores, as maquiam, tornando-as menos atraentes, inventando-lhes padrões falsos de perspectivas mentirosas que se arraigam em nossa mente como fato.
Somos induzidos a pensar tudo o que se passa em nosso cérebro por fatores dominantes, a própria natureza se encarrega de manter o forte vivo. No caso específico da humanidade, a força maior se chama sapiência.

Contudo, não é admissível pensar em uma cultura como superior ou inferior a outras, nenhum homem detém tal genialidade como sempre se afirmou, a genialidade é só um dos tantos aspectos de lavagem cerebral que sofremos.

O ruim é que não há aprendizado sem lavagem cerebral. Entenda-me, não digo método de tortura, contudo, é torturante destruir, por exemplo, todos os seus ídolos e a sua própria noção de identidade, convença-me do contrário que mudarei os meus versos e todas as minhas aspirações.

Hoje travaremos uma luta com os celtas em detrimento do Império Romano, ou a charmosa Itália, se preferirem.

Comecemos com um aspecto que é muito conhecido de tais povos, eles eram briguentos, ferozes, verdadeiras bestas para César, ou assim pareciam de acordo com o que Júlio contaria. Outro aspecto é que eram loucos por vinho. Será que eram alcoólatras, quem sabe? Eu penso que há uma grande possibilidade, apesar de não produzires o próprio vinho.

Então, como conseguiam beber tanto se não produziam? Eles se vendiam a Roma em batalhas alheias como guerreiros mercenários, ou será que roubavam? Mas roubar de quem, se eram o maior povo da Europa? Não, eles compravam com moedas de ouro, prata e cobre.

Moedas em mãos celtas, mas como se eles eram pobres? Mas as moedas deles não tinham a figura de nenhum kaiser, como é possível, eles cunhavam? E de onde tiravam os metais? E havia ferreiros entre eles? Os bárbaros detinham conhecimento para tanto?
Pelo menos os bárbaros celtas possuíam: ferreiros, metalúrgicos, mineradores e comerciantes, segundo a série “OS BÁRBAROS” apresentada na T.V. Escola no ano de 2009, em janeiro. Os historiadores nessa série afirmam que os gauleses foram invadidos pelos romanos por que Júlio César estava a fim de tomar ouro, e tomou tanto que o metal caiu 3 (três) vezes de preço.

Alegando proteger a Gália de Vercingetórix dos Elfécios (Helvetii: tribo formada em suma por crianças, idosos e mulheres que também era celta e queria chegar a Gália para entrar na sociedade que os celtas tinham e foram massacrados sem razão pelas tropas de Caio Júlio César), Roma os tritura e depois escraviza um milhão (1000.000) e mata outro (1.000.000) dos dez milhões (10.000.000) de gauleses (povo celta precursor dos franceses, último povo a ser dominado na Europa com Vercingetórix, uma batalha que inspira Goscinny e Uderzo a criarem Asterix. Segundo Pedro Bandeira, autor brasileiro de livros infantis e juvenis, o ultimo povo a entrar no domínio romano teria sido o lusitano, comandado por Viriato, no séc. 2a.C., em 139 Quintus Servilius Scipião envia um emissário para um acordo de paz e compra os homens de confiança de Viriato, os traidores: Audas, Ditalco e Minouro. Os três dão um jeito de assassinar Viriato o chefe lusitano, onde hoje se encontra Portugal. Encontre isso na revista “AVENTURAS NA HISTÓRIA” da editora Abril, na 1a edição de fevereiro de 2007. Em edição especial sobre ROMA.). E além de prender O líder, Vercingetórix, o mata em praça pública enforcado.

O avanço tecnológico não deriva da genialidade humana, pois gênios não existem e sim pessoas muito inteligentes e nesse âmbito se encontram os celtas; que possuíam um calendário complicado, que não, sendo entendido em sua plenitude ainda pelos cientistas, acredita-se propor os locais onde estariam o sol, separando assim as estações do ano e sendo mais preciso que os computadores de hoje em dia, servindo tanto para o passado como para o presente e até mesmo para o futuro, formando um calendário anual lunar .

As primeiras estradas foram construídas para transporte com rodas pelos celtas e assim como as moedas são pré-romanas, existiam pelo menos doze (12) cidades maiores de aproximadamente cinco quilômetros (5km), existiam centenas delas.

As mulheres eram tratadas melhor que em Roma, podiam inclusive subir de classe por méritos próprios, uma delas foi enterrada dentro de uma jarra de vinho gigante que teria sido transportada pelos Alpes até a Gálea, é a maior já encontrada pelos arqueólogos, sendo enterrada com carroça e tudo. O que demonstra um enorme esbanjamento de poder. Na Suécia as mulheres poderiam divorciar-se se o marido fosse brocha, infértil ou batesse nela, levando de volta tudo o que tinha antes do casamento.
A instrução escrita dos celtas se inicia com Vercingetórix, mas só produziram livros após a morte da mulher da jarra de vinho de prata gigante, antes eles só contavam suas histórias pelo método da oratória (história oral).

Foram os celtas que introduziram metais na Europa, cerca de 700 toneladas só de ouro, em cerca de 400 sítios, mais de 250 sítios de exploração só na Gálea; o que desperta o interesse do Império dos kaiseres, czares ou césares (kaiser: um deus sol asiático chamado kaiser que dá origem ao czar, César ou Kaiser;ou seja, pessoas se apossavam desse título para se dizerem deuses, o próprio deus-sol. Talvez existissem deuses e emissários em todos os povos, quem sabe? No caso dos celtas existiam muitos como: Belenos, Tutátis e Palas, [Palas vira na Itália a deusa Palas-Atena, ou a mesma Atenas, Atenai {deusa do Egito, filha do deus-sol Amon, Rá, Krepi ou Aton} Atenea, Minerva ou Eureka] ) para saldar as imensas dívidas de Roma, daí a Gálea ser invadida.

Nessa sociedade de ricos comerciantes e guerreiros ferozes fabricavam-se e vendiam-se armas e jóias na África e em Roma. A sociedade celta era maior que a romana. Existiam taxas por danos a outros e, enquanto Roma jogava suas crianças indesejáveis no lixo, elas eram cuidadas por um parente na sociedade celta e se não fosse parente tal pessoa se tornava herdeira da família por cuidar da criança. Os religiosos, ou melhor, druidas, cuidavam da instrução das crianças, nas estórias de Asterix, o gaulês, os bardos cuidavam também dessa parte, principalmente no quesito arte, como o personagem Chatotorix.

Suas estradas não tinham grandes rodovias que convergissem a um centro, pois não existia tal centro, nenhum líder mandaria muito mais que o outro, a igualdade predominava nessa sociedade, talvez seja o que mais se aproxime de comunismo, além das sociedades ditas indígenas.

Por que então, Roma seria onde habitaria os não-bárbaros, os não-bruxos, os não-piratas, os não-maus, etc? Simplesmente por que parte da História é contada pelas anotações de Caio Júlio César, e talvez por isso ele seja o mais importante dos imperadores, ele era escritor.

Se você quer um lugarzinho na História faça com que alguém conte suas aventuras e desventuras, mas se você deseja ser figura permanente, escreva e escreva bem!

OTAVIANO AUGUSTO CÉSAR

Xamãs, Dario e o estrangeiro de Stone Hege

A arte, belas-artes, segundo o Dr. Nigel Spivey, historiador e apresentador da série "Como a arte moldou o mundo", quando usada como enfeite, nos coloca acima das pessoas comuns.

Assim, um estrangeiro, advindo da Europa central, segundo os arqueólogos que o encontraram, pode governar na Mesopotâmia, a cidade de Stone Hege, virando rei, graças a peças de ouro em suas roupas e cabelos.

As imagens das cavernas do período ágrafo, ou o dito pré-histórico, foram criadas em momento de alucinação, segundo, historiadores, paleontólogos e psicólogos. Os artistas reproduziam aquilo que viam:

1o.Animais sagrados
2o Pontos e quadrados

Animais sagrados por que era nisso que eles criam, e possivelmente, pintava-se após ritos religiosos. Pontos e quadrados por que é isso que se vê após um longo período de fome, calor, escuridão ou uso de alucinógenos, fato comprovado pela neurociência, e tudo isso era comum.
Os xamãs da Índia ainda tomam alucinógenos em ritos religiosos. Talvez esses pajés fossem os autores das pinturas. Quem pintava ficava um longo período em cavernas quentes, escuras e de difícil acesso.

Os homens nos desenhos tinham algum atributo do animal representado, como cabeça, patas, chifres, etc. O que significa que o animal em questão lhes transmitia algum poder, como a cura, para ser usado quando retornarem de seus transes.

Em Persépolis, na Pérsia ou Irã, Mesopotâmia, o rei Dario funda o 1° (primeiro) império, governando sobre povos diferentes. Escreveu mensagens para aumentar seu poder. Acontece uma revolução artística.

Uma vez por ano o soberano de cada nação governada por Dario era convocado a uma audiência com o rei. A arte foi usada para transmitir sua mensagem por meio das imagens que mostravam cenas felizes.

Uma espécie de alt-door para o povo foi construído na estrada principal em que Dario segurava um arco. A idéia subentendida de que um bom arqueiro precisava de boa visão e equilíbrio, faz crer que o governante em questão tinha bom senso. Eis o 1° (primeiro) logotipo político.

No século IV, Alexandre da Macedônia, um reino grego independente, repleto de guerreiros, derrota os persas, tomando a cidade de Persépolis.

O túmulo secreto de Felipe, pai de Alexandre, é encontrado por arqueólogos gregos, o único não saqueado. Tinha muito ouro e peças de marfim esculpidas, fragmentos que juntos formavam o rosto de Alexandre, sua primeira imagem já descoberta.

A imagem política, de outra revolução artística, produzida antes mesmo da primeira batalha, era para dominar o mundo.

No monte Vesúvio, cujo vulcão enterrou Pompéia, foi achada uma imagem, hoje se encontra em museu, de Alexandre sem capacete, destemido em batalha contra os persas. O rei persa em pânico. Eis o 1°(primeiro) cartaz político.

Num conflito de valores, no qual Alexandre estava predisposto à vitória, usando assim sua imagem para persuadir o povo a acreditar que ele era invencível, com capacidade suficiente para vencer o rei persa.

O poder do rosto supera o do logotipo, por isso, centenas de estátuas de Alexandre foram espalhadas pelo império. Pôs seu rosto em moedas, uma cabeça de perfil muito parecida com a sua. Forjou, para isso, 30 fábricas.

Hoje, a tecnologia digital é usada pelos políticos para contar as mesmas mentiras, a fim de manipular a massa, como fez Otaviano Augusto César.

Roma via e expressava as visões políticas pelas vestimentas. Os republicanos usavam roupas tradicionais, pois suas famílias estiveram no poder por muito tempo e temiam o imperador. Os monarquistas, por outro lado, usavam roupas exóticas, eram mais ricos e apoiavam Augusto, desejando que ele virasse rei.

Otaviano Augusto temia ser assassinado, então, precisava recriar sua imagem, para persuadir os republicanos a apoiá-lo. Chama os melhores escultores.

A imagem que aprova, finalmente, não tinha cabelos longos, que os monarquistas adoravam e os republicanos odiavam. Foi um busto copiado por todo o império. Sua estátua tem cabelos curtos e pés descalços, simbolizando humildade.

Mais que isso, era um poderoso general com peitoril militar e braço esticado sem lança, representando comando político. No centro de seu peitoril adornado, as imagens são de Augusto derrotando os parcos, inimigos declarados de Roma, com os deuses apontando 
para ele em tom de aprovação.

Era a pax romana, que até os deuses aprovavam, pois, o unificador de Roma e salvador de seu povo, era um herói enviado pelos próprios deuses para gerar um sistema de ditaduras que durou 400 anos.

Otaviano era um rei em tudo mesmo que assim não fosse chamado. Enganou o povo usando as belas-artes, como ainda hoje o fazem.

ALARICO
Germânia, Dácia e Gotilândia

Os germanos eram agricultores sem escrita. Cortavam a língua e a cabeça dos romanos, estas eram penduradas em árvores. Eram mercenários, fiéis aos líderes tribais.
Sírios e celtas tinham cidades e pagavam impostos a Roma, mas os germanos tinham milhares de tribos. Elegiam líderes guerreiros, mas os matavam se exagerassem na tirania.

A 16 km do rio Reno, em São Tomé, Herman unificou os povos germânicos. Tinha um nome latino, Arminius, por que serviu no exército romano numa campanha na Ungria. Recebeu o título de epicles, equivalente a sam.

No ano 9 d.C., os romanos, que admiravam a lealdade germana aos líderes, convenciam os chefes tribais a lutarem por dinheiro, em favor de Roma, até mesmo contra os próprios germanos.

O nobre Arminius fingiu ser um servo para aprender sobre o império romano e secretamente montou um exército. Latim ele já falava. Agora, usava táticas romanas, como um pântano no campo de batalha, para cercar as legiões, acabando com um décimo do exército imperial. A fronteira do rio Reno se demarcava.

O espelho de Herman, ou Arminius, foi o general Cripitinos Várus, que era corrupto, enriquecendo a custa dos sírios. Várus crucificou 2.000 (dois mil) judeus.

Um neto do imperador Augusto parte 6 (seis) anos depois para se vingar, capturando a mulher e o filho de Herman e matando muitos germanos. Epicles Arminius, ou Herman, quis virar rei, e por isso foi morto pelos germanos.

Em 101 d.C., Trajano vivia um caos econômico, motivo pelo qual envia 100.000(cem mil) homens, divididos em 3 legiões, para roubar o tesouro de Decébalo, em Nissare Deguetusa, destruindo o povo dácio.

A Dácia ficava onde é a Transilvânia, do conde Drácula. Do mar Negro ao Bálcaso era chamada Deguetusa, por causa de Sales Deguetusa. Tinha encanamentos, estradas, arquitetos que faziam edifícios e carruagens, matemáticos e metalúrgicos, devido ao contato com Roma, de onde importavam vinhos e outros elementos. Dizem que o imperador Augusto prometeu sua filha a um chefe dácio.

Usando as fronteiras como desculpa, o imperador romano destruiu tudo da cultura Dácia. Roma rouba 100.000 (cem mil) toneladas de ouro. 10.000 (dez mil) gladiadores lutaram entre si e contra animais para festejar a vitória.

Os dácios tinham ferro, cobre e o melhor ouro branco do mundo em suas minas, ou como eles chamavam, montanhas de metal. Decébalo, quando soube dos romanos a caminho, manda seus arquitetos desviarem o curso do rio.

Manda que cavem para enterrar seu grande tesouro, em seguida, o curso antigo é restaurado. Ordena a execução de todos que trabalharam na obra para que ninguém descubra o tesouro sob o rio. Todavia, entre os soldados havia um traidor, que descobriu e contou a Trajano, em troca da promessa de ouro e de sua vida ser poupada. Mas a recompensa que o espião recebeu foi ser assassinado pela guarda real.

Adriano cria uma fronteira romana que dura quase 200 anos

Em 376 d.C., uma nação inteira de godos, saída da Gotilândia, ou Suécia, no século II a.C., e atravessando a Alemanha, chega às fronteiras de Roma, mas não é aceita.

Em 378 d.C., os godos aniquilam um exército do imperador Valente e recebem terreno dentro de Roma para virarem um novo exército romano. Mais tarde, as terras lhes são tiradas pelo império.

Em 410 d.C., Alarico, o godo, foge do povo de Átila, o uno. Então, 40.000 (quarenta mil) soldados godos entram em Roma e Alarico, um dos godos nascido em Roma, portanto, um godo-romano, tenta forçar o imperador a lhe dar terras.

O césar não negocia, então, Alarico e seu povo se retiram. Os godos eram cristãos-novos. Não destruíram Roma, não estupraram ninguém nem quebraram nada. Também nada levaram, segundo a série "Os bárbaros" .