Coluna Clio

Extensão do Jornal Delfos-CE: http://jornaldelfos.blogspot.com.br/
Clio é a musa da História na Mitologia grega.

Temer na Cadeia Aécio na Cadeia

Temer na Cadeia Aécio na Cadeia
Copiem e colem em seus perfis

sábado, 24 de março de 2012

CÉREBRO SUPREMO


Pode ser que eu esteja errado quanto minha negação ao big-bang, entretanto, tudo o que nos pareça incógnita falsificamos de infinitude pela impossibilidade incompetente de enumerar por completo a latitude.

É uma virtude a qual talvez só alcancem as nossas evoluções, caso delas advenha um cérebro mais avantajado que se permita ser guiado pela mais completa razão empírica a que ainda não temos acesso.

Talvez uma tecnologia que só o futuro possa nos dar mostre o que houve antes do big-bang, se é que houve um, ou vários, não sei; talvez tenha existido uma espécie de manto universal feito estritamente de pedaços da suposta matéria original;cada partícula tão mínima que não posso afirmar se algum dia a encontraremos, mesmo com um cérebro supremo do qual não somos dotados.

ATEU POETA
14:54
24/03/2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

MULHER DE 80


MULHER DE 80

A mulher traz no peito uma força imensa
Cada uma sabe o mundo que aguenta
Nem todas fazem oitenta
Que é uma vitória
E criar grande família, que glória!
Apesar de qualquer sofrimento
Seus rebentos já deram frutos
Que se reúnem para este momento
Filhos
Netos
Bisnetos
Cada um com sua história
Mas hoje todas se cruzam numa só
Parabéns por este dia, minha avó

AROLDO FILHO
23/03/2012
20:58

O PAPEL DO HISTORIADOR

O PAPEL DO HISTORIADOR

A História começou literária, e como toda a boa literatura do entretenimento, está repleta de ilusões arbitrárias e falsificou sempre os homens em incríveis heróis; fazendo dos perdedores os malfeitores mais cruéis.
                
Os vencedores foram por demais endeusados e ainda o são pela nossa falsária História Oficial que se tornou mais científica e nem por isso menos cheia de erros grotescos que os grandes homens forjaram por um intuito político a que ela se deu.
                
O Positivismo de Augusto Comte por um lado ajudou as ciências a se focarem mas fomentou nelas a ilusão de um status de uma senhora dona da verdade em vez de seu devido lugar de aproximações, por que a real cientificidade se aproxima do que de fato ocorreu por que jamais será possível recriar o que já passou; no máximo se reproduz algo para o melhor entendimento por meio de padrões exigentes, fazendo as devidas comparações a que cabe o pensamento empírico.
                
A École dos Annales de Lucien Febvre, Marc Bloch e outros, deu um grande passo ao sugerir uma História feita ano a ano, por que, assim, diminuiria mais os anacronismos e a arbitrariedade documental agora poderia ser confrontada, tendo como documental obras não oficiais; como crônicas de época, fotos, poesias e outros elementos que deveriam ser confrontados entre si, formando um aparato para que o historiador possa tirar conclusões desses documentos analisados em conjunto, usando para complemento também a história oral.

O documento então deixou de ser portador da verdade depois dessa revolução documental e agora o historiador profissional dá o devido juízo de valor com critérios rígidos a se intercalar também com diversas ciências afins; como arqueologia, numismática, psicologia e mesmo de áreas nem sempre tão afins diretamente como mais importantes para o entendimento do processo.
                
O historiador, então, se firma na economia, biologia, neurociência e administração; por vezes também estuda filologia e outras línguas para fazer genealogia, e a cada área a qual ele vier a se focar precisará de ajuda de profissionais das mais diversas áreas para também validarem o que ele descobrir. Por que agora é uma questão de descoberta em conjunto.
                
Foi-se o tempo em que a História era uma ciência parada, hoje é dinâmica. As verdades de ontem não servem para hoje e nem as de hoje serão as de amanhã, no entanto, isso só é possível com trabalho sério, árduo e interação com a sociedade e uso de novos mecanismos tecnológicos como a internet e mesmo o uso sistematizado de documentários, filmes e livros como romances época, que podem por vezes também ajudar em um trabalho didático pegando em vista o professor de História que também precisa de novos recursos para a abordagem de melhor absorção por parte dos estudantes.
                
O historiador é um guia para o caminho do mais provável que ilumina esse vasto caminho de escuridão para a História, não é a única luz mas faz com ela uma ponte a fim de uma iluminação bem melhor. É fato que sempre existirá uma enorme diferença entre a ciência em si de laboratório e a de sala de aula. No caso da História, por ser uma ciência humana, não há para ela precisamente um laboratório em si e também não deve jamais caminhar isolada.

Uma diferença clara entre historiador e professor de História é que aquele busca conhecimentos de outras áreas ; tais como literatura, psicologia, numismática, heráldica, arqueologia, física, química, dança, astronomia, ciência da religião, neurociência, antropologia, etc., além do próprio afinco em descobrir algo novo e construir novas visões, cria formas de abordagens e desmente fatos antigos depois de devidamente estudado.
                
O professor de História não tem obrigação de descobrir algo novo mais de repassar o que já está oficializado pelos historiadores. Não tem uma obrigação de fazer trabalhos fora de sala que mudem a sociedade ou o mundo ao seu redor. Se caso consiga ser ambas as coisas terá o profissional uma responsabilidade dobrada por que além da didática há agora todas as exigências a suprir apesar de ser um grande feito.
                
Mas um papel em comum tanto do professor quanto do historiador é fazer o interlocutor se entender como sujeito ativo da História a qual estuda, repassar a noção de que a História é registrada por determinados homens com determinadas visões políticas formadas no contexto de cada época e localidade específica, sabendo que a cultura do historiador terá sempre peso na sua visão final, por que todo homem é um ser multifocal e o historiador é também, filho, pai, cidadão e, por muitas vezes, tem mais de um emprego e uma visão política pessoal que não será obrigatoriamente de engajamento; embora devesse mais do que ninguém ser engajado, pelo tanto de conhecimento ao qual alcança e produz.
                
Que as próximas gerações enxerguem a História como sua. Saibam que todos passam por ela enquanto ciência, e que toda ciência é falha, pois vive de aproximações, mas nós, historiadores, tentaremos sempre uma maior aproximação do real e é fato que a História muito se modifica por descobertas de várias ciências, principalmente por meio colateral; e ela, por sua vez, muda o mundo de modo direto através, principalmente, do trabalho dos historiadores engajados que tem como função explicar a História e “escolher um lado” como diria o historiador Bóris Fausto.

ATEU POETA
23/03/2012
22:40

terça-feira, 20 de março de 2012

REVOLUÇÃO


REVOLUÇÃO
(versão soneto)

Sonhei com um mundo diferente
Eu não podia acreditar
Em tanta coisa dessa gente
Tão estúpida e atroz

Mais um dia, sigo em frente 
Temos que acordar
Por que tudo que existe
Na essência é igual

Toda a beleza é igual a nós
Os monstros, o universo é igual a nós
Mendigo, deputado é igual a nós

Bancário ou favelado é igual a nós
Não deixe os poderosos no poder
Faça a revolução
ATEU POETA
7 horas da manhã
20/03/2012