Coluna Clio

Extensão do Jornal Delfos-CE: http://jornaldelfos.blogspot.com.br/
Clio é a musa da História na Mitologia grega.

Temer na Cadeia Aécio na Cadeia

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Copiem e colem em seus perfis

quinta-feira, 23 de abril de 2015

FLOR DO JORGE TADEU: DA FICÇÃO À REALIDADE

DA FICÇÃO À REALIDADE
Por: Ateu Poeta

A maioria de nós já ouviu a expressão "flor do Jorge Tadeu" que na novela "Pedra sobre pedra" as mulheres comiam, na verdade comiam era a folha, e quando isso acontecia o espírito do personagem Jorge Tadeu aparecia e tinha uma noite de amor com a mulher que tivesse comido tal flor.

Mas, na realidade trata-se de uma variante de Antúrio, de onde vem a tal "copo-de-leite", o próprio antúrio, várias espécies de lírios dos quais um parece também com a copo-de-leite, que seria o lírio da paz e que teria por volta de pelo menos mil espécies entre Brasil, Argentina e México, segundo Eduardo Gonçalves (Eduardo Gonçalves é doutor em botânica e paisagista). 

Enfim, a tal flor ingerida pode causar desde irritação, vômito e alucinação até a morte por asfixia pelo fechamento da glote, dependendo da quantidade ingerida, da forma, da idade de quem ingeriu e do tipo de solo onde cresceu que pode deixar as toxinas mais ou menos potentes e da espécie em si. 

Procurando pelo lírio encontramos vários outros tipos de plantas ornamentais que também altamente tóxicas, dentre elas a famosa zabumba, então, a seguir, leia alguns artigos e uma crônica sobre toxidade nas plantas ornamentais e sobre as mais poderosas drogas do mundo:

Por: Jonathan Pereira E-mail para contato: jp_escritor@yahoo.com.br
“Pedra Sobre Pedra” trouxe Jorge Tadeu e outros personagens inesquecíveis
“Pedra Sobre Pedra” trouxe Jorge Tadeu e outros personagens inesquecíveis
Há 20 anos, o realismo fantástico escrito por Aguinaldo Silva divertia e prendia a atenção do público na novela “Pedra Sobre Pedra”. Exibida às 20h30 em 1992, a trama trouxe personagens que estão no imaginário do público até hoje, como o fotógrafo Jorge Tadeu (Fábio Jr.).



Ele seduzia as mulheres casadas da cidade, como a delegada Francisquinha, (Arlete Salles), Ximena (Nívea Maria), a fogosa Rosemary (Elizângela), a recatada Suzana (Isadora Ribeiro), e até Hilda Pontes (Eva Wilma). Mas sua preferida era Úrsula (Andrea Beltrão, elevada a símbolo sexual nessa época pelo figurino que usava).



O fotográfo foi morto no capítulo 30, mas seu assassino - Gioconda (Eloísa Mafalda), mãe de Úrsula - só foi revelado no último capítulo. Depois de sua morte – em uma cena na qual seu corpo estava na cama coberto por borboletas – seu encanto era tanto que continuou seduzindo-as. Para isso, bastava comer a flor de uma árvore que cresceu na praça da cidade. Ele sempre costumava parar para "rega-la" fazendo xixi, quando passava pelo local.

Tudo isso acontecia na fictícia cidade de Resplendor, no sertão do Nordeste. Apesar do destaque de Jorge Tadeu, o fio central da trama, escrita pelo mesmo trio de “Tieta” (Aguinaldo, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn) eram as memoráveis brigas entre Pilar Batista (Renata Sorrah) e Murilo Pontes (Lima Duarte). A troca de farpas durante toda a história não escondia o amor mal resolvido entre eles.



A paixão se transformou em briga quando, no altar, ela disse ‘não’ a ele, pois desconfiava que Murilo tivesse engravidado sua melhor amiga, Eliane (Luciana Braga). Ambos se casaram com outras pessoas e tiveram filhos que, 25 anos depois, disputarão a Prefeitura. Leonardo (Maurício Mattar) é filho de Murilo com Hilda (Eva Wilma), e Marina (Adriana Esteves), de Pilar com Jerônimo (Felipe Camargo). Óbvio que, no folhetim, os filhos dos inimigos se apaixonam, no estilo Romeu e Julieta.

Não é só Jorge Tadeu quem traz realismo fantástico à trama. Sérgio Cabeleira se sente atraído pela lua cheia e vai embora flutuando até ela no fim da história. Foi um dos melhores papéis de Osmar Prado, ao lado de Tião Galinha, que interpretou no ano seguinte em “Renascer”. Com 120 anos, Dona Quirina (a saudosa Míriam Pires) conserva uma memória invejável e está sempre atenta ao que acontece em Resplendor. Outra atriz que tornou sua personagem inesquecível foi Arlete Salles, que fazia a divertida dona Francisquinha, delegada da cidade. Para vivê-la, ela teve de aprender, aos 50 anos, a andar de lambreta.



Para completar, havia o núcleo dos ciganos, liderados por Yago (Humberto Martins) e que também contava com Vida (Luiza Tomé) e Tibor (Eduardo Moscovis, estreando em folhetins da Globo, assim como Isadora Ribeiro). Carla Marins aproveitou o destaque para posar nua na edição de aniversário da “Playboy”. Em sua última novela antes de morrer, Armando Bógus se destacou como Cândido Alegria, recebendo da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) o prêmio de melhor ator.

As cenas de sertão foram feitas em Lençóis (BA). Para chegar em alguns locais, a equipe precisava escalar despenhadeiros levando os equipamentos nas costas. Já as tomadas externas tiveram a Chapada Diamantina como pano de fundo. No Rio, como ainda não existia o Projac – inaugurado em 1995 - as as sequências foram feitas nas cidades de Valença, Volta Redonda e Vassouras, além do Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro.



Esta foi a segunda coprodução da Globo com uma emissora europeia – a primeira foi “Lua Cheia de Amor”, protagonizada por Marília Pêra em 1990. Dessa vez, a portuguesa RTP financiou 20% da produção e inseriu os atores Carlos Daniel e Suzana Borges como os irmãos Ernesto e Inês.



A novela conquistou o Troféu Imprensa de 1992 de melhor produção do gênero e voltou ao ar em 1995, no “Vale a Pena Ver de Novo”. Em 2001, foi a vez dos brasileiros no exterior reverem a trama na Globo Internacional, enquanto por aqui passava a re-reprise de “A Gata Comeu” (1985).



“Pedra Sobre Pedra” fez tanto sucesso em Cuba que Lima Duarte – vencedor do Troféu Imprensa de melhor ator - foi até lá e visitou uma fábrica de charutos, já que seu personagem gostava desse tipo de fumo. Ele reviveu o personagem em 1997, em uma participação especial em “A Indomada”, também escrita por Aguinaldo Silva.


Outros países como Paraguai, Bolívia, Honduras, Chile, Portugal, Costa Rica, Uruguai, El Salvador, Venezuela, Peru e República Dominicana também curtiram a história, ainda não cogitada para voltar ao ar no canal Viva.
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Plantas tóxicas

Todo cuidado é pouco quando se trata de plantas tóxicas. Os gatos não ingerem com a mesma frequência que os cães, mas não é raro encontrar gatos intoxicados por esse motivo. Muitas vezes o diagnóstico da intoxicação é prejudicado por não ser descoberto qual tipo de planta o animal ingeriu.
A primeira dica é evitar essas plantas em casa e, a segunda é levar o animal imediatamente ao veterinário quando há suspeita de intoxicação. Ao tentar induzir o vômito em casa o animal pode aspirar o vômito e desenvolver uma pneumonia por aspiração. Além disso, é comum as pessoas darem leite aos envenenados e intoxicados. Essa ação, além de perder o tempo que poderia usar para ir até uma clínica, não tem efeito antídoto algum e pode piorar o quadro em caso de aspiração de vômito.
Aqui uma lista das plantas tóxicas mais comuns:
anturio medicina felina

Nome da planta:Antúrio
Nome científico: Anthurium andraeanum
Parte tóxica: toda a planta
Toxicidade: irritante para as mucosas
Sintomas da intoxicação: salivação, prurido (coceira) intenso na face, edema na região da face, vômitos, paralisia de língua.
Picture of an azalea, with the composition in the center using warm colors (magenta) and cool (green) focus at the center, the leaves also have small yellow spots, creating a profusion of colors from yellow to green. Shutter speed 1/60s ISO 80

Nome da planta: Azaleia
Nome científico: Rhododendron spp
Parte tóxica: toda a planta, principalmente a folha
Toxicidade: depressão do sistema nervoso central (SNC) e respiratório.
Sintomas da intoxicação: vômitos prolongados, arritmias, convulsões, ataxia, fraqueza, depressão e morte.
babosa medicina felina

Nome da planta: Babosa
Nome científico: Aloe spp
Parte tóxica: seiva da planta (líquido branco)
Toxicidade: irritante para as mucosas e pele
Sintomas da intoxicação: bolhas na pele e mucosa oral, salivação, vômitos, diarreia, dor abdominal, pulso fraco, conjuntivite (quando em contato com os olhos).
banana de macaco manacá medicina felina

Nome da planta:Banana-de-macaco ouManacá
Nome científico: Philodendron bipinnatifidum
Parte tóxica: toda a planta
Toxicidade: irritativo para as mucosas
Sintomas da intoxicação: irritação oral, prurido severo (coceira), irritação ocular, dificuldade de deglutição e até de respiração em casos mais gaves. Pode ocorrer alteração da função renal e alterações neurológicas.
bico de papagaio medicina felina

Nome da planta: Bico-de-papagaio
Nome científico: Euphorbia pulcherrima
Parte tóxica: seiva da planta (líquido branco)
Toxicidade: irritante para as mucosas e pele
Sintomas da intoxicação: bolhas na pele e mucosa oral, salivação, vômitos, diarreia, dor abdominal, pulso fraco, conjuntivite (quando em contato com os olhos).
Comigo ninguem pode medicina felina

Nome da planta: Comigo-ninguém-pode
Nome científico: Dieffenbachia spp
Parte tóxica: toda a planta
Toxicidade: irritativo para as mucosas
Sintomas da intoxicação: irritação oral, prurido severo (coceira), irritação ocular, dificuldade de deglutição e até de respiração em casos mais gaves. Pode ocorrer alteração da função renal e alterações neurológicas.
copo de leite medicina felina

Nome da planta: Copo-de-leite
Nome científico: Zantedeschia aethiopica
Parte tóxica: toda a planta
Toxicidade: irritante para as mucosas
Sintomas da intoxicação: salivação, prurido (coceira) intenso na face, edema na região da face, vômitos, paralisia de língua.
coroa de cristo medicina felina

Nome da planta: Coroa-de-cristo
Nome científico: Euphorbia milii
Parte tóxica: seiva da planta (líquido branco)
Toxicidade: irritante para as mucosas e pele
Sintomas da intoxicação: bolhas na pele e mucosa oral, salivação, vômitos, diarreia, dor abdominal, pulso fraco, conjuntivite (quando em contato com os olhos).
costela de adão medicina felina

Nome da planta: Costela-de-adão
Nome científico: Monstera deliciosa
Parte tóxica: toda a planta
Toxicidade: irritante para as mucosas
Sintomas da intoxicação: salivação, prurido (coceira) intenso na face, edema na região da face, vômitos, paralisia de língua.
dedaleira medicina felina

Nome da planta: Dedaleira
Nome científico: Digitalis purpurea
Parte tóxica: toda a planta, principalmente as flores e os frutos
Toxicidade: tóxica ao coração
Sintomas da intoxicação: vômitos, diarreia, bradicardia (coração bate devagar) e arritmias.
erva moura medicina felina

Nome da planta: Erva-moura
Nome científico: Solanum nigrum
Parte tóxica: toda a planta
Toxicidade: neurotóxica
Sintomas da intoxicação: vômitos, diarreia, pupilas dilatadas, ataxia, fraqueza e sonolência.
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Nome da planta: Espirradeira
Nome científico: Nerium oleander
Parte tóxica: toda a planta, principalmente a planta seca ou folhas mortas.
Toxicidade: toxica ao coração
Sintomas da intoxicação: vômitos, diarreia (com ou sem sangue) e arritmias.
folha da fortuna kalanchoe medicina felina

Nome da planta: Folha-da-fortuna
Nome científico: Kalanchoe spp
Parte tóxica: toda a planta, principalmente as flores
Toxicidade: tóxica ao coração
Sintomas da intoxicação: vômito, diarreia, ataxia, tremores e morte súbita.
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Nome da planta: Hera
Nome científico: Hedera helix
Parte tóxica: toda a planta
Toxicidade: irritativo para as mucosas
Sintomas da intoxicação: irritação oral, prurido severo (coceira), irritação ocular, dificuldade de deglutição e até de respiração em casos mais gaves. Pode ocorrer alteração da função renal e alterações neurológicas.
hortensia medicina felina

Nome da planta: Hortênsia
Nome científico: Hydrangea macrophylla
Parte tóxica: toda a planta
Toxicidade: alterações do sistema nervoso central e transporte de O2.
Sintomas da intoxicação: cianose (mucosas arroxeadas), convulsões, dor abdominal, flacidez muscular, letargia, vômitos e coma.
lirio medicina felina

Nome da planta: Lírio
Nome científico: Lilium spp
Parte tóxica: toda a planta
Toxicidade: falência renal aguda
Sintomas da intoxicação: vômitos, depressão, letargia e anorexia.

S/63/10 Spathiphyllum wallisii

Nome da planta: Lírio-da-paz
Nome científico: Spathiphyllum wallisii
Parte tóxica: toda a planta
Toxicidade: irritativo para as mucosas
Sintomas da intoxicação: irritação oral, prurido severo (coceira), irritação ocular, dificuldade de deglutição e até de respiração em casos mais gaves. Pode ocorrer alteração da função renal e alterações neurológicas.

lirio do vale medicina felina

Nome da planta: Lírio-do-vale
Nome científico: Convallaria majalis
Parte tóxica: toda a planta, principalmente as raízes
Toxicidade: tóxica ao coração
Sintomas da intoxicação: salivação, vômitos, bradicardia (coração bate devagar), arritmia, convulsões e até morte súbita.

maconha medicana felina

Nome da planta: Maconha
Nome científico: Cannabis sativa
Parte tóxica: toda a planta, especialmente as folhas secas
Toxicidade: neurotóxica
Sintomas da intoxicação: depressão, ataxia, bradicardia (coração bate devagar), vocalização, salivação, vômitos, pupilas dilatadas, alterações de comportamento

mamona medicina felina

Nome da planta: Mamona (mamoneira)
Nome científico: Ricinus communis
Parte tóxica: toda a planta, principalmente as sementes
Toxicidade: morte celular (bloqueia síntese de proteínas)
Sintomas da intoxicação: vômitos, diarreia, mucosas arroxeadas (cianose), ataxia, convulsões e fraqueza. Os sinais aparecem apenas 3 dias após a ingestão.
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por Conceição Lemes

Eliane Castro: Intoxicações por plantas acontecem em qualquer faixa etária, mas são mais frequentes em crianças de 1 a 5 anos

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer se é natural, mal não faz?

Pois os atendimentos nos serviços de assistência toxicológica desmentem diariamente esse ditado popular. Certas plantas, se ingeridas, podem ser tóxicas e fazer mal à saúde.

Comigo-ninguém-pode, por exemplo, causa desconforto, dor e inchaço da mucosa oral. Mamona dá náusea, vômito e diarréia. Saia-branca leva a alterações no sistema nervoso central (cérebro). Azaleia provoca desde náusea e cólica abdominal intensa, até confusão mental, tontura, hipotensão e arritmia cardíaca.

“Embora as intoxicações por plantas possam ocorrer em qualquer fase da vida, elas são mais freqüentes em crianças, principalmente entre 1 e 5 anos de idade”, alerta a farmacêutica Eliane Gil Rodrigues de Castro, assistente do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox), do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP. “Porém, as circunstâncias das crianças diferem das dos adultos.”

Na infância, as intoxicações por plantas costumam ser acidentais. Decorrem da curiosidade própria da idade ou da brincadeira de imitar hábitos dos adultos, como o de cozinhar. Acontecem com maior freqüência em horários próximos aos das refeições, o que faz pensar que a fome também é um elemento facilitador.

– Como saber que houve intoxicação por planta?
Em geral, na população infantil, essas intoxicações são diagnosticadas com base nos relatos de familiares ou cuidadores, que presenciam a criança engolindo a planta ou tendo contato com ela. Resíduos nos dentinhos algumas vezes denunciam. Outras, a criança é surpreendida com a plantinha na boca.

“Os problemas mais comuns são os distúrbios gastrointestinais”, observa Eliane Castro. “Irritação bucal, salivação intensa; às vezes, náusea e vômito.”

Já nos adultos, as intoxicações por plantas decorrem de: incapacidade de distinguir a comestível da tóxica, uso abusivo de determinadas plantas medicinais, finalidades recreacionais (plantas alucinógenas) e exposição profissional (jardineiros, por exemplo).

EFEITOS TÓXICOS DAS PLANTAS MAIS POPULARES

Por isso, o Ceatox fez uma lista dos principais efeitos tóxicos das plantas mais populares. Atente aos riscos:

Distúrbios gastrintestinais – Náusea, vômito, diarréia, dor abdominal e fezes sanguinolentas podem surgir isoladamente ou combinados com outras manifestações clínicas. Exemplos: mamona, pinhão-paraguaio, pinhão-roxo, jequiriti, joá, senécio

Alterações no sistema nervoso central (cérebro) — As principais são pele e mucosas secas, faces avermelhadas, irritação da conjuntiva, aumento da temperatura, taquicardia, dilatação da pupila, retenção urinária, excitação, agitação psicomotora, distúrbios de comportamento e alucinações visuais.Exemplos: saia-branca (também conhecida por zabumba, trombeteira, manto-de-Cristo, aguadeira), estramônio (figueira-do-inferno), dama-da-noite, doce-amarga, flor-das-almas, senécio, tasneirinha, peloteira, ou tomatinho.

Lesões de mucosas — Quando ingeridas, salivação, dor em queimação na mucosa oral, língua e lábios, edema da cavidade oral, faringe e glote e irritação da pele. Exemplos: comigo-ninguém-pode, tinhorão, banana-de-macaco, jibóia, espada-de-são Jorge, cheflera, costela-de-adão, inhame-bravo, antúrio, lírio-da-paz, copo-de-leite, azedinha, trevo, coroa-de-cristo, pinhão-paraguaio, espirradeira, bico-de-papagaio, avelós, urtiga, chapéu-de-napoleão, cansanção.

Irritação e lesão de pele – São plantas com espinhos, farpas, espículas, pelos, folhas com bordas cortantes e serrilhadas, podendo causar prurido, eritema, bolhas, vesículas, exsudação e crostas. Exemplos: coroa-de-cristo; urtiga (pêlos urticantes), comigo-ninguém-pode (agulhas de oxalato de cálcio).

Plantas alergênicas — Podem causar alergias, distúrbios respiratórios e dermatites. Exemplos: aroeira, ipê, crisântemo, mamona.

Distúrbios cardíacos – São geralmente plantas ornamentais, de jardins públicos, e podem causar desde náusea, cólica abdominal intensa, diarréia mucossanguinolenta até confusão mental, tontura, dilatação da pupila, torpor, redução dos batimentos do coração, hipotensão, arritmias cardíacas. Exemplos: espirradeira, chapéu-de-napoleão, oficial-de-sala, azaléia, alamanda, dedaleira, luva-de-nossa-senhora, café-bravo, cogumelos etc.

Distúrbios respiratórios – Os sintomas são convulsões e coma. Exemplos:mandioca brava, bambu, feijão-trepador, pessegueiro-bravo, sorgo, sabugueiro.

NÂO DÊ NEM TOME LEITE; OS SINTOMAS PODEM PIORAR

Portanto, desde cedo, é importante ensinar a criança o que ela pode e o que ela não comer. Oriente-a: “O verdinho que vai para a mesa, pode comer e faz bem. O verdinho do vaso ou do jardim, não; pode deixá-la doente.”
Apesar de toda a cautela, um acidente pode acontecer.

– O que fazer quando se flagra a criança nessa situação?

Ligue para o Ceatox — 08000-148110 – ou procure um serviço médico.

Caso a criança apresente sintomas, convém levá-la ao médico. Se possível, leve junto parte da planta ingerida. A identificação da planta é um dado importante no tratamento das intoxicações. Deve ser feita por profissionais com conhecimento botânico, embora, na prática, nem sempre estejam disponíveis. Por isso, é muito comum as condutas tomadas com base nos sintomas apresentados pelos pacientes.

– E se eu não tiver certeza absoluta de que a criança comeu a plantinha?

Na dúvida ou suspeita de ingestão da planta, ou se a criança apresentar sintomas, leve-a ao médico.
Por outro lado, se você não tem certeza de que a criança engoliu a planta, ela está bem, ativa, sem sintomas, recomendamos que a deixe sem comer nenhum alimento durante duas horas.

Importante: não dê leite, pois os sintomas podem piorar, provocando náuseas. Também não tome leite se a intoxicação por planta aconteceu com você.

CUIDADOS PREVENTIVOS ÚTEIS PARA TODA A FAMÍLIA

Por isso, a farmacêutica Eliane Castro recomenda mais algumas dicas para toda a família:

* Redobre a atenção em relação às crianças, principalmente nos períodos de férias e nos horários do retorno da escola. Em geral, os pequenos chegam com fome e, ao menor descuido, levam à boca o que mais fácil têm ao seu alcance.

* Ensine as crianças a não colocar plantas na boca nem utilizá-las como brinquedo.

* Cuidado ao podar as plantas que liberam látex. Elas podem atingir os olhos ou a pele e provocar ulcerações e irritações.

* Não prepare chás ou remédios caseiros com plantas sem o conhecimento das espécies.


* Não coma frutos, folhas e raízes desconhecidas.









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Anticolinérgicos

Tipos de anticolinérgicos
Os anticolinérgicos podem ser naturais ou sintéticos. Os anticolinérgicos naturais estão presentes em diversas plantas, espalhadas por todos os continentes do planeta. As plantas da família das solanáceas são as mais conhecidas (quadro 1). Todas elas contêm substâncias anticolinérgicas muito semelhantes à atropina e à escopolamina. Entre essas, a trombeteira ou lírio consumido como chá (chá-de-lírio) é o mais conhecido no meio brasileiro.

FIGURA 1: Trombetas-de-anjo ou lírio.
Quadro 1: Plantas das famílias das solanáceas
Nome comum Nome científico
Trombeta de anjo, trombeteira, lírio Brugmansia arbórea, B. sanguinea, B. suaveolens, B. versicolor, B. vulcaniola

Datura, saia-branca Datura innoxia, D. metel, D. stramonium
Beladona Atropa belladonna

Mandrágora Mandragora officinarum
Meimendro negro Hyoscyamus niger

A datura é a solanácea mais difundida e utilizada. No México e América do Sul foi utilizada pelos índios com propósitos sagrados. Relatos de uso da datura com os mesmos fins foram encontrados na Índia, China, África e Oceania.

FIGURA 2: Algumas espécies de daturas.
Há ainda três solanáceas consideradas ervas de bruxaria durante a Idade Média, devido à crença de possibilitarem um contato com o sobrenatural e serem afrodisíacas. São elas a mandrágora, a beladona e meimendro negro.

FIGURA 3: A mandrágora, a beladona e o meimendro negro.

Os anticolinérgicos sintéticos podem ser encontrados em uma série de medicamentos de venda livre ou controlada. Os mais conhecidos são medicamentos utilizados para o tratamento do mal de Parkinson, como a triexifenidila (Artane®) e o biperideno (Akineton®). Há também a diciclomina (Bentyl®), utilizada no tratamento sintomático das cólicas de estômago e intestino.
Efeitos

Os anticolinérgicos são bem absorvidos por qualquer via de administração. Seus efeitos se instalam rapidamente e duram cerca de 1 a 2 horas. Eles atuam sobre o sistema nervoso autônomo, isto é, o responsável pelos órgãos que funcionam independentemente a nossa vontade. A ação dos anticolinérgicos desencadeia uma série de sintomas clínicos (quadro 2), dentre os quais destacam-se a dilatação das pupilas (midríase), a secura na boca (xerostomia), o aumento dos batimentos cardíacos, a contração dos vasos sanguíneos e o aumento da pressão arterial.

O uso de anticolinérgicos pode levar ao aparecimento de alterações da percepção do tempo e espaço, ilusões visuais e auditivas, e afetivas, variando de quadros marcadamente eufóricos a sensações de mal-estar e pânico.

Quadro 2: Sinais de sintomas do uso de anticolinérgicos

Olhos Dilatação da pupila (midríase)
Sistema circulatório Aumento dos batimentos cardíacos e contração dos vasos (branda), elevando a pressão arterial.
Sistema respiratório Aumento da freqüência respiratória e redução da secreção brônquica.

Sistema digestivo Redução das contrações gastro-intentinais, diminuição da secreção gástrica e relaxamento dos esfíncteres.
Pele Bloqueio do suor (sudorese), facilitando assim o aumento da temperatura corporal.

Riscos à saúde

# Pode haver sensação de medo e perda do controle, levando a reações de pânico;

# Presença de sintomas paranóides, isto é, sensação de estar sendo vigiado ou perseguido;

# O consumo pode ocasionar aumento exagerado da temperatura (hipertermia), aumento o risco de convulsões e falência de órgãos;

# O consumo pode desencadear quadros psicóticos permanentes em pessoas predispostas a essas doenças ou desencadear novas crises em indivíduos portadores de doenças psiquiátricas (transtorno bipolar, esquizofrenia).

Página Revisada

O conteúdo deste site é de domínio público, os textos aqui contidos podem ser reproduzidos desde que as informações não sejam alteradas e a fonte seja citada adequadamente. Para citar a fonte, copie a linha abaixo:
Site Álcool e Drogas sem Distorção 

(www.einstein.br/alcooledrogas) / NEAD - Núcleo Einstein de Álcool e Drogas do Hospital Israelita Albert Einstein
Atenciosamente
Equipe Álcool e Drogas sem Distorção
http://apps.einstein.br/alcool
edrogas/novosite/drogas_anticolinergicos.htm

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Copos de Leite (Zantedeschia aethiopica) 


Copo de Leite. A parte amarela é que são as flores.

Já faz uns dois anos que cultivo Copos de Leite, que aqui em Portugal são chamados de Jarros. Não tenho dos brancos, apenas dos coloridos, cujas flores chegam a durar mais de um mês, colorindo a varanda da casa onde moro.

Mas é aquela coisa, eu os tinha, mas não tinha buscado informações técnicas para cultivá-los. Depois, com o tempo, percebendo as diferenças em formatos das flores e folhas, resolvi tirar minhas dúvidas na Santa Internet. E descobri algumas coisinhas interessantes que compilo aqui para vocês.

O Copo de Leite é de origem africana, mais especificamente do sudoeste africano. O nome científico desta planta da família das Araceae, é Zantedeschia aethiopica Spreng. Além dos nomes já citados, esta planta também é conhecida pelos nomes de Lírio do nilo, Cala branca e Jarra.

A planta pode chegar a ter 1,5 metro de altura, e toda a planta é tóxica, devido ao oxalato de cálcio (o mesmo que forma os cálculos renais), que também está presente em outras plantas, em quantidades diferentes e às vezes não nocivas (como no espinafre). Pode provocar irritabilidade na pele e mucosas, caso entre em contato com elas. Apesar de ser uma planta tóxica, o rizoma (o bulbo) pode servir de alimento aos humanos, desde que muito bem cozido.

Na verdade aquela parte branca da planta que normalmente achamos que é a flor não passa de uma folha modificada. As verdadeiras flores do Copo de Leite estão reunidas, formando uma estrutura que lembra uma espiga (a espádice). Esta coloração diferenciada da folha modificada serve para atrair os insetos polinizadores. As flores surgem após 60 a 90 dias após o plantio. Podem durar de 30 a 40 dias. No Brasil a floração é de agosto a janeiro (primavera e verão), e aqui em Portugal também é na primavera e verão (abril a julho). Mas dependendo das condições do clima e solo onde se encontra a planta, pode florir o ano todo.

Como é uma planta rústica não necessita de grandes cuidados para ser cultivada. É recomendado o cultivo desta flor em grupos, pois valoriza o efeito paisagístico, sendo ideal para margens de lagos por exemplo. Em seu habitat natural é encontrada mesmo junto a rios e lagos. Se sua cultura não for controlada, e adaptar-se bem ao meio, pode tornar-se uma praga.

Para a reprodução da planta deve-se separar os bulbos que ficam abaixo da terra, ou esperar que a planta produza sementes. Para que os Copos de Leite produzam sementes deve-se deixar que a planta produza seu fruto, mas até que a planta dê um fruto, acaba por consumir muita energia, diminuindo a quantidade de flores que a planta pode vir a dar. O espaçamento dos bulbos da planta deve ser de 20 cm entre elas, se plantadas em canteiros. Se cultivada em vaso, deve-se manter também um espaçamento de cerca de 20 cm, sendo que recomenda-se uma mistura de 1 parte de terra de jardim, 1 de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico, para um equilíbrio do solo onde ficará o Copo de Leite.

O cultivo do Copo de Leite precisa de solo rico, úmido e adubado, com boa luminosidade. Esta planta também pode ser cultivada à meia sombra, desde que receba luz solar ao menos 4 horas diárias, ela estará feliz. Quanto à rega, precisa ser regada ao menos um dia sim e um dia não, pois gosta de solo úmido. Mas atenção para que o solo não fique excessivamente úmido. O excesso de umidade pode ser prejudicial à planta, contribuindo para o aparecimento de bactérias e fungos. A bactéria Erwinea, que gosta do mesmo ambiente do Copo de Leite, pode provocar o murchamento do bulbo. Outro inimigo do Copo de Leite são os moluscos, que podem afetar o desenvolvimento da planta. Além disso, há um detalhe sobre a temperatura ideal para esta planta. Como são de clima quente adaptaram-se bem a locais de clima quente, mas durante a noite, gostam de temperaturas baixas, entre 3 e 4 ºC.

Além do tradicional e mais conhecido Copo de Leite branco, existem outras variedades. A seleção e cruzamento com outras espécies deram origem a Copos de Leite coloridos, como o amarelo, laranja, rosa, vermelho, entre outras. Estas cores não são naturais, não se encontra Copos de Leite selvagens destas cores. São uma bela obra de arte humana.

Fique aqui com algumas das cores que o Copo de Leite adquiriu graças à ação humana. Reparem que além das novas cores, as folhas também podem ser diferentes, devido às espécies com as quais o Copo de Leite original (Zantedeschia aethiopica) foi cruzado. Clique nas imagens para ampliá-las.
Copo de Leite. A parte amarela é que são as flores

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Por: Eduardo Gonçalves

Elas habitam as bucólicas e sombreadas varandas, crescendo de forma desengonçada com suas folhas em forma de coração.  Quando florescem, despertam os mais ambíguos sentimentos. Se por um lado sua floração é um evento  memorável por suas cores vibrantes e uma textura quase artificial, seu aspecto inusitado pode despertar ao observador mais crítico uma similaridade menos sublime.  A crônica desta semana é dedicada a uma das mais polêmicas das plantas ornamentais: o sensual antúrio!

A estreia desta maravilha botânica foi simultânea no mundo horticultural e botânico, antecipando seu status de "pop star". O antúrio foi originalmente encontrado e trazido da Colômbia pelo horticultor e paisagista francês Édouard André, em 1876.  Normalmente os botânicos são bastante comedidos em suas descrições científicas, mas talvez pela formação artística de André, o relato original da descoberta desta planta é de um entusiasmo incomum no mundo botânico. Nas suas palavras: "... eu posso afirmar que, quando esta planta maravilhosa apareceu aos meus olhos pela primeira vez, produziu um dos mais fortes sentimentos que já experimentei em minhas explorações na América equatorial". Empolgado, não? Isso porque vocês não sabem do que foi dito em relação às plantas levadas para a Europa: "Nada igual, nada similar existe nas [nossas] estufas!". Pasmem, o ponto de exclamação realmente consta no texto original!

A descrição botânica formal foi publicada em 1877, pelo belga Jean Jules Linden, que por sua vez dividia seu tempo entre sua carreira científica e o seu trabalho como comerciante de plantas ornamentais. Linden certamente não pensou duas vezes antes de batizar esta espécie em homenagem a seu amigo André. No final das contas, e o nome ficou Anthurium andraenum Linden. Antes que você pergunte,Anthurium é a junção das palavras gregas anthos (flor), uros (rabo ou cauda) e ion (diminutivo). Juntando tudo, ficaria "pequena flor-de-rabo do André".  Estranho, não é? Pequena flor-de-rabo se refere à estrutura floral cilíndrica, como um rabinho... Não me culpem, não fui eu que escolhi este nome! 

Um belo antúrio crescendo na natureza em El Chical, Carchi, Equador. Foto: Thomas B. Croat. 


Hoje sabemos que esta planta sensacional cresce na Colômbia e Equador, em áreas medianamente elevadas dos Andes Ocidentais, numa região chamada Chocó. Esse pedaço do mundo, de frente para o Oceano Pacífico, recebe uma quantidade inimaginável de chuvas e possui uma das maiores biodiversidade do planeta. Em seu habitat natural, o antúrio cresce como uma epífita, isto é, cresce sobre outras plantas.  Talvez você esteja se perguntando o que faz uma planta crescer sobre a outra, ao invés de crescer enraizada no chão como todo mundo? Pense em uma floresta tropical...  As árvores são frondosas e muito próximas umas das outras. Esta configuração deixa o chão da floresta tão sombreado que poucas plantas crescem felizes ali. E qual é a melhor estratégia para sair dessa?  Uma saída seria ser uma árvore, que produz um tronco e consegue crescer em direção à luz... Mas isso não é para todo mundo... Outra opção seria subir pelas árvores até chegar no topo, como fazem as trepadeiras. Uma terceira saída seria crescer SOBRE os ramos das árvores, ficando assim mais próximos da luz que vem de cima. Esse foi o caminho escolhido por boa parte das bromélias e orquídeas, além dos antúrios.  Ainda assim, apesar de ser normalmente epífita, o antúrio também consegue crescer no chão, mas não diretamente sobre a terra argilosa comum. Na verdade, o antúrio cresce sobre aquelas folhas em decomposição acumuladas sobre o solo e no húmus que se desenvolve logo abaixo delas.  E apesar desta região estar quase sobre a linha do equador, o fato das plantas crescerem em maiores altitudes (usualmente acima dos 900 metros sobre o nível do mar) faz com que suportem temperaturas mais "fresquinhas". Bom para todos nós, que podemos cultivar antúrios com facilidade até na região sul do Brasil.  

O antúrio tem também uma grande importância econômica. Suas flores são cortadas e vendidas para arranjos florais, um negócio que gera mais dinheiro que a própria venda das plantas. Até o final dos anos noventa, quando uma praga assolou as culturas, o antúrio era o principal produto de exportação do estado americano do Havaí. Hoje existe toda uma parafernália logística para que a flores saiam dos países tropicais (ou das estufas) ondem são produzidas e cheguem frescas a qualquer lugar no planeta, prontas para um compor um belo arranjo.

Até aqui, tudo muito bonito e bastante científico... Mas não conseguirei seguir adiante falando de antúrio sem comentar a alusão mais célebre a esta planta no Brasil. Foi na novela "Pedra sobre Pedra",  lá nos idos de 1992, que o antúrio tornou-se um dos ícones do erotismo "soft" brasileiro. Naquela época eu ainda era muito criança e tudo que direi aqui foi pesquisado na internet...  Mentiras à parte, foi nesta novela que apareceu um personagem chamado Jorge Tadeu, uma espécie tropical de Don Juan interpretado pelo cantor Fábio Junior. Além de um galanteador impiedoso, o tal Jorge Tadeu tinha o péssimo hábito de realizar suas necessidades hídricas numa árvore da praça. Quando o homem morreu, a árvore começou a produzir umas flores de... antúrio! E quando as mulheres da cidade comiam tal flor, tinham sonhos vividos com o falecido... Não é de se admirar que o antúrio passou a ser amplamente conhecido como "flor-de-jorge-tadeu". Tem gente que chama assim e sequer viu a novela! Fora da ficção, duas coisas devem ser esclarecidas. A primeira é que as flores de antúrio, assim como o dinheiro, não dão em árvores. A planta de antúrio pode até crescer sobre as árvores, mas continua sendo uma erva e é de lá que saem as flores. A segunda coisa é que flores de antúrios NÃO SÃO comestíveis. Na verdade, se ingeridas, podem causar edema de glote, isto é, fechamento da garganta seguido de uma inevitável asfixia. Ao invés de ter uma experiência alucinatória vívida com um ator global, você vai ganhar, na melhor das hipóteses, uma bela traqueostomia! 

A "flor" do antúrio, mostrando alguns frutinhos descolando da região central da haste. 


Deixando para lá a criatividade da dramaturgia brasileira, voltemos ao antúrio, cujas flores estão hoje disponíveis em uma ampla gama de formas e cores. Isso é resultado de intensivos cruzamentos, seja entre diferentes formas observadas na natureza ou usando outras espécies de antúrio (são mais de 1.000 espécies, ocorrendo do México até a Argentina). Flores brancas, rosas, verdes, verdes com rosa ou até cor-de-chocolate são só alguns dos exemplos disponíveis no mercado.  Existe uma empresa holandesa, a Anthura, que é especializada em produzir (e vender) as formas mais malucas de antúrio. No Brasil, o Instituto Agronômico de Campinas trabalha há anos no desenvolvimento de variedades de antúrio, que hoje devem ser dezenas.  Apesar de diferenças sutis no tamanho e forma das folhas, a principal diferença entre as variedades está realmente nas flores.

E falando de flores, é hora de uma correção botânica inevitável. Vocês já perceberam que a flor de antúrio não se parece nada com aquela flor que estudamos na escola, com sépalas, pétalas e outras partes que você não lembra mais o nome? É porque quando chamamos aquela coisa colorida de "flor", estamos lançando mão de uma generalização prática (quase uma licença poética), mas que não é exatamente verdade. A  "flor" do antúrio tem duas partes: A primeira é aquela coisa que parece uma paleta de pintor, que é geralmente a parte colorida. A segunda parte é aquela coisa que parece um dedo (ou um rabinho) que sai do meio da parte colorida. E é nesse rabinho que estão as flores verdadeiras. Olhe aquela estrutura de perto e verá que é formada de pequenos losangos, densamente organizados como um mosaico. Cada uma daquelas estruturas é uma flor verdadeira, que apesar de bem pequenas, possuem as partes da flor que você um dia estudou e não lembra mais. Então, o conjunto de flores que forma o rabinho é chamado de inflorescência. A parte colorida é só uma folha (bem) modificada, que serve para atrair o polinizador já que as pétalas das florezinhas não atraem mais ninguém.  No final das contas, a estrutura toda se comporta como uma flor, apesar  não ser exatamente isso. Por quê é assim? Tenho a opinião que nos últimos 3,8 bilhões de anos (idade estimada da vida na Terra), a natureza tem estado muito sozinha e precisou matar tempo de alguma forma... Certamente o ornitorrinco é outro caso para o qual esta "teoria" se encaixa!

Voltando ao antúrio, muitos querem saber como ele deve ser cultivado. Mais uma vez preciso lembrá-los que conhecer o habitat original de uma planta é uma das chaves para seu sucesso no cultivo. A primeira coisa que se deve saber é que um antúrio plantado diretamente na terra é uma planta infeliz. Para quem tinha suas raízes grudadas em uma árvore e sobre folhas em decomposição, ficar enterrado em um solo duro e pesado não é legal... Vocês já observaram como um antúrio plantado no jardim é "raquítico"? Se ele fosse mais frágil, certamente estaria morto, pois aquilo é o inferno para ele. Mas sua sobrevivência é garantida pelo caráter quase imortal desta espécie, que sobrevive ali capturando a umidade que passa pelas suas folhas e caules. O mesmo acontece com aquele antúrio que tanto se vê nas mais humildes casas desse Brasil profundo,  plantado em uma lata de tinta (ao lado de uma comigo-ninguém-pode  e uma espada-de-são-jorge). Com tanta adversidade, ele ainda tem forças para florir de vez em quando...

Porém, se você quer seu antúrio crescendo como aqueles que você vê nas floriculturas, algum cuidado é necessário. O mais importante é o solo onde você vai plantá-lo. O solo ideal para eles é o mesmo que eu descrevi para as violetas (veja na crônica "Uma africana na sua janela"), mas as vezes fica difícil preparar exatamente aquele em quantidades maiores,  como os antúrios precisam. Se você tem folhas secas em casa, quebre uma quantidade boa delas em pedaços pequenos. A essas folhas quebradinhas,  acrescente partes iguais de húmus de minhoca e aquelas lasquinhas casa de pinus ou lascas de madeira, escolhendo uma que tenha pedaços pequenos. Pode fazer essa mistura com partes iguais e misturar bem.  Você também pode trocar as folhas por fibra de coco. Você verá que a mistura ficará leve, não aumentando muito o peso do vaso. Também pode trocar as lasquinhas de casca por um produto relativamente novo no mercado, que é feito de pedacinhos de pneu. Como a casca de árvore é para aumentar a drenagem (isto é, não deixar a água ficar retida), qualquer coisa em pedaços pequenos e que não seja prejudicial às raízes resolve esse problema. Até isopor picado pode fazer esse papel, mas ficaria bem estranho em um vaso. Acredite, eu já tentei!

As regas tem que ser abundantes, de preferência diárias. Você pode molhar só o vaso, mas as plantas ficarão infinitamente mais bonitas se você molhar também as folhas. Se você tem seus antúrios dentro de casa (ou apartamento), não dá para chegar com uma mangueira e molhar tudo. Sugiro que regue o vaso normalmente e, de dois em dois dias, pegue um pulverizador e dê uma geral nas folhas da sua planta. A poeira que se acumula nas folhas vai ser lavada e tornar sua planta atraente até sem as flores. Mas cuidado com água demais! Solo pouco drenado ou muita água e pouca circulação de ar pode gerar várias doenças, muitas vezes com manchas castanhas ou pretas nas folhas.

E quanto à fertilização? Por favor, não pule o parágrafo... É importante. Você alimenta seu cachorro (ou gato... ou seu filho) todos os dias, não é?  E quanto ao seu ente verde querido?  Não custa nada alimentar seu antúrio mensalmente. Pegue um fertilizante líquido 10:10:10 mais micronutrientes (que é o mais comum no mercado). Misture na quantidade sugerida pelo fabricante e jogue metade na raiz da planta. A outra metade, coloque no pulverizador e pulverize nas folhas sua plantinha. Por ser uma planta epífita, seus nutrientes podem ser também absorvidos por outras partes que não as raízes. Entretanto, existem dois cuidados básicos no que diz respeito à fertilização. O primeiro é regar a planta inteira antes de aplicar qualquer fertilizante (isso facilita a absorção) e evita ocasionais "queimas" causadas por fertilizante demais. O segundo cuidado é nunca fertilizar sob o sol direto... aliás, seu antúrio nem deveria estar sob sol direto! Mas eu ainda não contei isso, não é?

Então vamos lá. Para o antúrio, pouca luz é melhor que muita. Não tem problema se ele pega um pouquinho de sol no começo da manhã ou final da tarde, mas  só isso.   Você vai perceber se estiver passando da conta... Ele fica amarelado, com as folhas bem duras e com queimaduras (manchas amareladas ou cor-de-palha). Não fica nada bonito... Talvez ele não morra (antúrios não morrem), mas vai deixar de ser ornamental.  Ainda assim, se você conseguir a proeza de matá-lo, providencie um enterro digno e depois compre um belo arranjo de plantas secas para ocupar o lugar dele. Aqui em Brasília tem uns lindos!

Enfim, seja com a planta inteira ou apenas suas flores em um recipiente com água, a versatilidade do antúrio sempre surpreende por ficar tão bem na mais rococó das varandas quanto em um minimalista tokonomá japonês. Além disso, não há como negar que essa flor sabe ser sensual e chique ao mesmo tempo. Aliás, se em alguma ocasião seu interesse for criar um clima romântico ou até mais "atrevidinho" e não quiser usar o clichê das rosas, vá de antúrios!  Contando que você não coma suas estruturas florais (já que um sufocamento por edema de glote não é lá muito romântico),  essa colombiana pode ajudar bastante!

Agradecimentos

Agradeço ao meu grande amigo Dr. Thomas Croat (thanks Tom!), o maior especialista mundial em antúrios, por ceder as fotos das plantas na natureza. Agradeço também ao amigo Dr. Fernando Tombolato e à Dra. Roberta Uzzo, ambos pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), pelos dados importantes sobre o desenvolvimento de variedades e o cultivo desta planta no Brasil.

Referências

Kuehnle, A.R. & Sugli, N. (1991). Callus induction and plantlet regeneration in tissue cultures of Hawaiian Anthuriums. HortScience. 26(7) :919-921.

Linden, J.J. 1866. Anthurium andraeanum.  L'illustration horticole. 24:43-44.

Tombolato, A.F., Saes, L.A., Ferraz-Matthes, L.A., Sakai, M., Dias-Tagliacozzo, Ferreira-de-Castro, C.E., Ferraz-de-Arruda-Veiga & R. , Barbosa, W.  (2005) New varieties of Anthurium andraeanum from Brazil. Acta Hort (ISHS), 683:423-430.

Assis, A.M., Unemoto, L.K.; Faria, R.T.; Destro, D.; Takahashi, L.S.A.; Roberto, S.R. (1), Prudêncio, S.H. & Tombolato, A.F.C. 2011. Adaptation of anthurium cultivars as cut flowers in a subtropical area.  Pesq. Agropec. Bras, 46(2): 161-166.

Eduardo Gonçalves é doutor em botânica, paisagista e nunca tentou comer uma flor de antúrio... até porque o antúrio não tem sódio nem colesterol suficiente para ser chamado de "comida"!

http://cronicasbotanicas.blogspot.com.br/2013/11/flores-de-duplo-sentido.html_
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QUAL A DROGA MAIS PERIGOSA DO MUNDO?


Aqui vai mais um link para uma ainda mais maluca história de overdose dessa droga:http://www.erowid.org/experiences/exp.php?ID=54912
http://www.mundogump.com.br/qual-a-droga-mais-perigosa-do-mundo/
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As 20 Drogas mais perigosas do mundo (em ordem) 

Paulo Finotti
Jornalista para os leigos, amoral para os intelectuais e desocupado para os pais

“Countdown to Delirium” (contagem regressiva para o delírio) é um documentário da BBC de Londres que aborda as drogas mais perigosas classificadas por um grupo de psicofarmacólogos liderados pelo ProfessorDavid Nutt, cuja pesquisa foi publicada no periódico The Lancet.

De acordo com o documentário, a classificação levou em contra três critérios: “o que provoca”, “taxa de dependência” e “consequências para a sociedade”. Porém, tal abordagem se tornou polêmica, focando-se em fatores físicos e psicológicos relativos aos efeitos de cada uma das drogas avaliadas individualmente.

Por ter ponto de vista britânico, se difere um pouco da realidade brasileira. A lista reflete, entretanto, principalmente a presença de drogas sintéticas que são introduzidas no Brasil para serem consumidas em baladas e shows.

A seguir, as drogas mais perigosas em ordem decrescente:
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20. Khat

É um estimulante natural que atua como energizante, similar à anfetamina. Muito consumida na África Oriental, é um dos produtos cultivados mais populares do Iêmen. Assim como a folha de coca, na América do Sul, Khat é considerada uma droga sociável: as pessoas mascam a folha em momentos recreativos. A dependência é leve.



19. Poppers

Apesar de parecido com o loló e lança-perfumes na maneira de inalar (cheirando direto da garrafa ou através de um pano molhado), o poppers é feito de substâncias diferentes. Como se trata de um nitrato, não pode ser consumido em conjunto com outras medicações como o viagra, pois aumenta a pressão sanguínea, apesar de ser muito usado no ato sexual. É rápido e dá uma sensação de relaxamento mesmo com o coração batendo mais rápido.

18. Ecstasy (“Bala”)

O jeito mais comum de consumir ecstasy, também conhecido como “bala” e, em sua versão pura (“MD”) é engolindo a pílula, mas enfiar no ânus ou cheirar em pó, também são alternativas (oi?). Bala é a droga preferida dos baladeiros por aumentar a sensibilidade para luzes, sons e toque. Os verdadeiros perigos são o superaquecimento do corpo, taquicardia e desidratação.

Tomar muita água nesses casos pode ser tão fatal quanto ficar sem. Em 95, uma garota norte-americana de 15 anos morreu em um festival após ter tomado MD e muita, muita água. Sim, o corpo sofre intoxicação caso ela seja tomada muito rapidamente.


17. GHB (“G”)

Conhece o golpe do “Boa Noite Cinderela”? Pois o “G”(lê-se dji), por ser consumido misturado à água ou outras bebidas, é uma das drogas usadas para estuprar, roubar coisas e orgãos de outras pessoas.

Ela costuma deixar os usuários chapados e com (muito) tesão, é muito usada também para aumentar efeitos de outras drogas, como a “bala”. O excesso de ingestão derruba qualquer marmanjo. Se combinada com álcool, remédios e anabolizantes, pode causar morte súbita.

16. Esteróides Anabolizantes

São as famosas bombas de hormônio tão usadas pelos “marombeiros” de academia. É injetada diretamente no músculo, pois na veia é fatal. Para efeitos de curto prazo, anabolizantes causam acne, insônia, calvície, pressão alta, colesterol, entre outros.

Mas não pára por aí: por ser uma substância ilegal, geralmente são consumidas versões falsificadas, contaminadas, ou próprias para animais (a de cavalo é bem comum). Tudo isto fora os problemas psicológicos, que são pontos de partida e de chegada para o uso de anabolizante.
15. Cometilfinidato

Faz parte da “Ritalina”, remédio usado no controle da hiperatividade. Quando vendido ilegalmente – e é aí que mora o problema – é esmagado e inalado para obter efeitos rápidos. Pode levar a convulsões, delírios, tremores, vômitos e dependência.

14. LSD (“Ácido”, “Doce”)

Feito a partir de um fungo e vendido em cartelas, é uma droga alucionógena e psicodélica (um beijo para Woodstock). Causa viagens que duram horas e horas, mas também podem levar a “bad trips” incontroláveis durante todo o efeito, a depender do estado psicológico do usuário. A longo prazo, pode causa esquizofrenia, além de ataques de pânico e “flashbacks” (quando a viagem volta meses depois, do nada).


13. Metiltioanfetamina (“4-MTA”, “Flatlinner”)

Uma anfetamina modificada, trinta e três vezes mais perigosa que o ecstasy, é vendida como alternativa e tem efeitos menores. Por isso, é comum que usuários morram de overdose após consumirem altas doses buscando a mesma euforia trazida pela bala ou MDMA.



12. Cola

A cola de sapateiro é produzida para servir como adesivo de couros e borrachas, mas ultrapassou as fronteiras e há tempos causa dependência, principalmente entre moradores de rua. Provoca vertigens, tonturas, ilusões e sensações de flutuação. Com a tolerância do organismo, os usuários aumentam a dose rapidamente, o que provoca a dependência extremamente prejudicial.


11. Maconha

Droga mais usada do planeta e meninas dos olhos do movimento “Legalize”, a maconha é controversa justamente pela infinidade de estudos e opiniões com as mais diversas conclusões. Mas como aqui a gente está pagando de advogado do diabo, é bom lembrar que o THC já foi associado a comportamentos psicóticos, além de problemas de memória e de cognição.Muitos usuários lidam com paranoia, bad trip e leseira, que podem depender também da infinidade de tipos da erva, cada uma delas levando a níveis diferenciados de sensações.


10. Buprenorfina

Derivado da morfina, é recomendada para pessoas que estão tentando se livrar do vício de heroína, por ser mais fraca e atenuar as crises de abstinência. Na versão ilegal, é usada como alucinógeno com efeitos eufóricos. Como é forte, pode levar a uma overdose se mal administrada.

9. Tabaco

O cigarrinho estreia o Top 10 das mais bandidas dentre as legalizadas. Introduzida no mundo moderno como símbolo de status e refinamento, o tabaco na realidade diminui a expectativa de vida em cerca de 10 anos e é a principal causa de aproximadamente 40% de todas as doenças hospitalares. Além de ser fedido.

8. Anfetamina (“Cristal”, “Meth”)

A droga de Breaking Bad é barra pesada. Vicia rapidamente, causa paranóia, e seus efeitos a longo prazo são sequelas duradouras. Um dos mais feios é justamente o estético: danifica nariz, boca e, lá dentro do corpo, o pulmão. Isto pôde ser visto com alguns viciados na famosa série de Heisenberg. Há riscos de ataque cardíaco, derrame, coma e, claro, morte.


7. Benzodiazepina

É um sedativo usado no tratamento de ansiedade, insônia e convulsões. Com álcool pode ser fatal, e sozinho pode causar ansiedade, depressão, náuseas e perda de memória. Além disso, causa dependência psicológica e física já nas primeiras seis semanas de uso deste tranquilizante.


6. Ketamina (“K”, “Key”)

É um tranquilizante animal que geralmente é contrabandeado a partir de um veterinário com acesso a essas drogas. Muito comum em noitadas GLS, pode ser ingerido como líquido, fumado com maconha, inalado ou aplicado no músculo. Um efeito colateral temido durante o uso é a chamada “K-Hole”: a pessoa fica impossibilitada ou têm dificuldades de se mover, falar, engolir e até respirar. A longo prazo, há casos de infecção nos órgãos, depressão e ansiedade.

5. Álcool

Se fosse concurso Miss Universo, esta não levaria a coroa por pouco, pelo menos nessa lista. Primeira e mais consagrada droga da humanidade, o álcool tem efeitos rápidos, desinibindo e estimulando o sistema de recompensas do cérebro. Após um tempo de bebedeira, causa náuseas e vômito. E com o consumo prolongado, estamos fadados a problemas no coração, no fígado e nos rins.


4. Metadona

Semelhante à heroína mas menos viciante, causa overdose quando usuários tentam alcançar os mesmos efeitos daquela ingerindo maiores quantidades desta. Pode causar suores, problemas instestinais, gástricos e perda de apetite. Além disso, a dose misturada a sedativos e álcool aumenta a chance de morte súbita.


3. Barbitúrico

É usada como sedativo e hipnótico (Veritaserum, a.k.a. a poção da verdade em Harry Potter), prescrita principalmente em casos de depressão, ansiedade e insônia. Em excesso, causa morte por overdose de forma rápida: depressão respiratória e cardiovascular é a causa.

2. Cocaína / Crack

Das baladas às cracolândias, é misturada a milhares de ingredientes perigosíssimos que podem torná-la infinitas vezes mais viciante. Feita de folhas cultivadas em várias partes da América do Sul, faz o cérebro liberar dopamina, a substância responsável pelo bem estar. Em sua forma pura, induz estados de altos e baixos, que vão da alegria extrema à depressão. Já uma pesquisa feita em 2001 indica que dependentes do crack correm 8 vezes mais risco de morte que o resto da população, principalmente pela exposição à violência e à DSTs.


1. Heroína

Esta é a droga que causa mais mortes (e consequências sérias de saúde) no mundo todo, segundo estudo realizado na Austrália. Feita a partir da morfina, é injetada para induzir no usuário um estado de euforia equivalente a um orgasmo, e isso já nos primeiros segundos. Porém, produz dependência física rápida à sensação de sedação posterior.

A maioria das mortes se dá por insuficiência respiratória, devido ao caráter depressor e calmante da droga. Já os efeitos psicológicos tornam os dependentes apáticos e desanimados, que podem evoluir para um quadro suicida.


http://sossolteiros.bol.uol.com.br/as-20-drogas-mais-perigosas-do-mundo-em-ordem/
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TOP 10 DROGAS MAIS VICIANTES DO MUNDO

Postado por: Adriano Lucas 21 de novembro de 2014

Existem estimados 230 milhões, ou cerca de 1 pessoa em grupo de 20 no planeta que usa drogas ilícitas em algum grau. Nesta seleção são destacadas as 10 drogas mais viciantes do mundo.

Apesar dos melhores esforços da maioria dos países para limitar a proliferação de entorpecentes e abuso de substâncias no interior de suas fronteiras, não obstante o debate de muitas nações sobre o que exatamente constitui um narcótico ilegal em 2014, o abuso de droga é um problema prevalente na sociedade.

Para agravar a questão há o fato de que algumas drogas legais também são rotineiramente usadas de modo abusivo, levando a outro vício, tratamento, e recuperação, ou dependência, desespero e em algumas vezes até a morte.

Enquanto há muito mais do que 10 drogas de caracterização altamente viciantes e que rotineiramente levam ao abuso e complicações para o usuário, as 10 drogas nesta seleção são com base em estudo de cientistas holandeses que inventaram uma escala de 0 a 3 para determinar o potencial viciante da droga.

10° GHB

O ácido gama hidroxibutírico, mais conhecido como GHB, é um depressor do sistema nervoso central. Mais comumente conhecida como a droga de estupro e também usada entre muitos freqüentadores de clube, em particular da variedade noite inteira, como CNS, a droga pode causar sentimentos de paz e euforia, e auxilia a aliviar a ansiedade.

Se muito é tomado, ou se usado em combinação com álcool, pode causar desmaio ao usuário. Segundo o estudo holandês, a classificação de dependência do GHB é 1.71.

9° Benzodiazepinas

Usadas para tratar ansiedade, pânico, transtorno obsessivo compulsivo, benzodiazepinas trabalham para reduzir muitos dos neurônios de reação exagerada no cérebro do usuário, e funcionam por um período curto.

Com uma classificação de dependência de 1.89, o problema é que esta droga apresenta uma duração curta, e é também droga que o paciente desenvolve tolerância, algumas vezes em poucas semanas não se tem o mesmo efeito.

Uma vez que a tolerância é desenvolvida, a droga não consegue evitar a doença, ao qual a pessoa recebe tratamento, com certo grau de agravamento, deixando pouca escolha ao paciente, e sim aumentar a dosagem. E pode levar anos, um processo lento para se livrar das benzodiazepinas.

8° Anfetaminas

Ao contrário das outras drogas anteriores mencionadas que ajudam a diminuir ansiedade, mas se transformam e causam danos com a falta, as anfetaminas são estimulantes do sistema nervoso central.

Então, quando anfetaminas são tomadas, pode tratar depressão, tornar o indivíduo mais consciente e empolgado, e quando é retirada, pode ocorrer depressão grave e fadiga, com vício resultante. A classificação de dependência das anfetaminas é 1.95.

7° Cocaína
Com uma classificação de dependência de 2.13, a cocaína é tão viciante pela sua curta duração e método de ação, e é sétima posição na seleção das 10 drogas mais viciantes do mundo.

Esta droga mantém um fluxo constante de dopamina no cérebro enquanto o usuário está alto, parando assim o cérebro de produzir mais e desligando os receptores de dopamina. Mas assim que acaba a ação, o cérebro começa a almejar a dopamina perdida fornecida pela droga, daí a necessidade de mais.

Álcool
A segunda droga legal da seleção é o álcool. E como o depressor CNS, o álcool relaxa, diminui a ansiedade e não inibe os usuários, sendo sexta posição na seleção.

Tudo o que é bom em moderação é interessante, mas o problema com álcool é que é tão hábil no que faz ao cérebro, que usuários que são viciados não conseguem beber de forma moderada, ou casualmente. E se torna medida de excesso, ou habituação, com uma classificação alta de dependência de 2.13.

5° Metanfetamina
Esta droga é semelhante à cocaína na forma como capitaliza a dopamina no cérebro, mas a metanfetamina leva isto para um nível totalmente diferente. A mesma não mantém a natural dopamina produzida no cérebro por mais tempo, e na verdade imita dopamina e norepinefrina, levando o cérebro a obter mais.

Quando a droga termina, o cérebro intensamente anseia a perda de dopamina e norepinefrina, levando o usuário a ficar alto novamente. Com sintomas de abstinência que vão de depressão grave a psicose, alucinações e até suicídio, a classificação de dependência é 2.24.

4° Metadona
A droga que é usada para tratar o vício em heroína é a metadona. Na realidade, o uso de metadona em ambiente médico controlado é uma boa forma de ajudar os viciados em heroína a recuperar-se. A metadona é extremamente efetiva para tratar sintomas de abstinência da heroína, a droga mais devastadora que existe.

E por este fator, muitos viciados em heroína simplesmente tomam metadona até que se tornem tolerantes à droga, e então continuam usando como uma barreira para sofrimento do processo grave da falta que vem com uso da heroína. A classificação de dependência é 2.68.

3° Nicotina
A nicotina age por imitar o receptor de acetilcolina no cérebro, enquanto simultaneamente reduz o número destes receptores que o cérebro na verdade produz. Então em teoria, se havia 100 destes receptores antes de começar a fumar, pode-se ter 50 naturalmente produzidos depois.

A nicotina produz os outros 50, significando que o cérebro precisa de nicotina apenas para manter um nível normal. Como uma das principais causas de morte pelo mundo, e a droga mais mortal no planeta por taxa de mortalidade, a classificação de dependência da nicotina é de 2.82, alarmante.

2° Crack
O crack é essencialmente a mesma droga que cocaína, em nível de pureza inferior e misturado na maioria das vezes com bicarbonato de sódio para permitir que o usuário fume a droga. E isto é precisamente onde o crack leva sua classificação de dependência de 2.82.

O método de ingestão leva à sensação desta droga ser mais rápida e mais intensa em relação à cocaína, mas é também extremamente curta, talvez 10 minutos, causando ao usuário o desejo de mais, em menos de 20 minutos após o primeiro uso.

Os sintomas de abstinência podem causar imensa depressão, agitação e insônia, bem como promover uma necessidade do viciado pela droga, que é segunda posição na seleção.

1° Heroína
A droga mais mitificada, romantizada e demonizada no planeta, a rainha do ópio, a heroína, e o vício e ausência que a acompanha, se tornaram lenda. A classificação de dependência desta droga é 2.89 e é estimado que quase 25% de todas as pessoas que experimentaram heroína uma vez, se tornam viciadas.

A heroína causa euforia, alivia a dor e entorpece o cérebro e corpo, agindo sobre os receptores de prazer no cérebro. A falta da heroína causa febre, depressão grave, dor, náusea, vômitos, insônia, e desejos intensos pela droga. A pior doença a experimentar na vida, por uma semana ou mais.

Fonte: 

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Krokodil: droga semelhante à heroína é a mais mortal do mundo [galeria]


Cerca de dez anos atrás, os médicos russos notaram o aparecimento de ferimentos e marcas no corpo de alguns dependentes químicos. Pacientes em hospitais da Sibéria e do Extremo Oriente da Rússia apresentavam pedaços de carne que tinham uma coloração escura e começavam a descamar, como se fosse a pele de um crocodilo.

Em pouco tempo, eles descobriram o que causava tal reação no corpo: os pacientes estavam injetando uma nova droga que foi batizada, como era possível prever, de “krokodil”. Embora a palavra signifique “crocodilo” em russo, alguns defendem que o nome da substância vem de um dos principais compostos da droga, a alfa-clorocodida.

Na mesma época, vídeos que mostravam os efeitos da droga devastadora – que recebeu o nome de desomorfina quando foi inventada para uso médico em 1932 – logo surgiram na internet. Apesar do uso da substância como entorpecente ter surgido na Rússia, acredita-se que a droga já tenha chegado aos Estados Unidos e tudo indica que podemos ter uma epidemia em breve.
O preço do vício

Um dos principais motivos para o grande uso e a disseminação da krokodil é que se trata de uma substância fácil de ser produzida – qualquer pessoa consegue preparar a droga com ingredientes encontrados em farmácia e alguns utensílios de cozinha.

O ingrediente ativo da krokodil é a codeína, um opioide leve que pode ser encontrado com facilidade em muitos países. Os usuários misturam a codeína com uma série de outros ingredientes, como thinner, ácido clorídrico, fósforo (que eles raspam de caixas de fósforo), entre outros.

A preparação da krokodil consiste em moer as pílulas de codeína e misturá-las com iodo, ácido clorídrico e outras substâncias químicas. A imagem de abertura mostra esse processo de preparação da droga que, em seguida, precisa ser aquecida, como vemos aqui. Fonte da imagem: Reprodução/Time

O resultado é um líquido amarelado com um cheiro ácido forte capaz de imitar os efeitos da heroína por um custo muito menor. De acordo com a Time, uma dose da krokodil custa alguns dólares, enquanto uma dose de heroína pode chegar a cerca de 20 dólares na Europa.

Mesmo não gastando muito dinheiro para conseguir os efeitos, os dependentes da krokodil pagam com a própria vida. A expectativa de vida de um usuário é de dois a três anos. Nos locais em que a droga é injetada, é comum que os vasos sanguíneos se rompam, que o tecido comece a apodrecer e, algumas vezes, descole dos ossos e caia em pedaços. Esses efeitos colaterais deram à substância um novo apelido: a droga zumbi.
O panorama da dependência

Rapidamente, a krokodil se tornou popular entre os dependentes na Rússia. Em 2005, a agência de narcóticos do país afirma ter registrado apenas casos de um único uso da substância. Seis anos depois, a agência confiscou 65 milhões de doses apenas no primeiro trimestre de 2011. No mesmo ano, a disseminação da droga cresceu e milhões de dependentes foram identificados na Rússia.

A iminência de uma epidemia é alarmante para os responsáveis. Além de ter crescido surpreendentemente na Rússia, notícias do uso da krokodil já começam a aparecer em outras partes do mundo. Em outubro, um relatório publicado no periódico online American Journal of Medicine confirmou o caso de um dependente de 30 anos do estado de Missouri, nos Estados Unidos, que perdeu um dos dedos e sofreu com o apodrecimento da pele depois de injetar a krokodil.

A proibição da venda de codeína nas prateleiras aconteceu em 1º de junho de 2012 e fez com que os números diminuíssem consideravelmente. Emanuelle Satolli, a fotógrafa italiana responsável pelas imagens que você vê abaixo, conta que os dependentes russos agora buscam o principal ingrediente da krokodil no mercado negro.

Durante um ano, a fotógrafa viveu na cidade industrial de Yekaterimburgo, nos Montes Urais, que é um destino conhecido pelo uso de drogas. Nesse período, ela retratou de perto sua experiência e o cotidiano de cerca de 12 dependentes.

Aviso: as imagens são relativamente fortes e podem impressionar pessoas sensíveis.

Andrey prepara as pílulas de codeína. O principal ingrediente da krokodil é a desomorfina, um opiáceo obtido a partir da síntese da codeína. Fonte da imagem: Reprodução/Time

A codeína é fervida em uma garrafa fechada por alguns minutos como parte da preparação da droga. Fonte da imagem: Reprodução/Time

Zhanna cuida da preparação da krokodil. Fonte da imagem:Reprodução/Time

Alexey, de 30 anos, enche uma garrafa de ar para fazer com que o líquido passe por um filtro que é usado na preparação. Fonte da imagem:Reprodução/Time

Doses prontas para serem usadas. Fonte da imagem: Reprodução/Time

Andrey, de 43 anos, aplica a droga em Zhanna em seu apartamento no bairro de Uralmash. Fonte da imagem: Reprodução/Time

Enquanto Andrey injeta a droga, Zhanna aparece no fundo sob os efeitos da substância. Fonte da imagem: Reprodução/Time


Zhanna aparece sob os efeitos do entorpecente, que costumam durar 40 minutos. Fonte da imagem: Reprodução/Time

Alexei, de 33 anos, injeta uma dose de krokodil. Por causa de sua dependência, Alexei tem uma série de ferimentos no pé e é obrigado a andar com uma bengala. Fonte da imagem: Reprodução/Time

Oxana, de 33 anos, prepara a krokodil. Fonte da imagem: Reprodução/Time


Olya, de 35 anos, injeta a droga. Fonte da imagem: Reprodução/Time

Elman, de 40 anos, mostra os ferimentos causados pelo uso de krokodil e metadona, outro opioide usado como entorpecente. Fonte da imagem:Reprodução/Time

Pavel, de 31 anos, mostra os efeitos da krokodil na sua pele. As substâncias químicas usadas para preparar a droga causam ferimentos graves e profundos.
Fonte da imagem: Reprodução/Time
FONTE(S) Time IMAGENS  Reprodução/Time
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